Sempre en(frente).

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E ela continua seguindo. Com a alma virada ao avesso, com o coração cheio de machucados e a mente rendendo-se a rotina absurdamente tediosa de seus dias. E ela nem olha mais para trás, cansou de sofrer querendo reviver o passado e sofre por ansiedade em querer ser e viver tudo no futuro que lhe aguarda. Infelizmente esquece-se de viver o presente, o agora, o hoje. Cansa de ouvir conselhos decorados, opiniões maldosas e cobranças absurdas. Simplesmente ligou o modo automático e continua sobrevivendo a tudo e a todos.

Houve dias em que ela achou que a vida seria melhor, mais bonita, mais calma. Mera ilusão de alguém que busca em qualquer rua uma saída de emergência. Sinceramente, não sei como ela consegue. Ser tão forte e ao mesmo tempo tão frágil a ponto de se desmanchar a qualquer momento, por uma simples coisa… Mas na verdade é que ela está exausta. Dessa falta de amor, dessa vida corrida, dessas pessoas sem limites de maldade. Mas, isso há de passar.

Encontrei com ela esses dias, e como de costume ela nem me viu, passou rápido e com a cabeça distraída, talvez sejam tantas coisas para pensar que ela mesma perde-se nessa confusão toda. Mas, isso há de passar.

Torço para que ela encontre o equilíbrio da vida, e que automaticamente enxergue os mistérios subliminares que ficam escondidos na nossa jornada. Que no final disso tudo, ela olhe para trás e lembre apenas do que lhe faz bem, que sorria apesar de tudo e que nunca perca essa fé gigante que têm perante as coisas que não se vê.

Enquanto isso, ela segue. Desistir nunca esteve nos seus planos.

About Vitória Garré

Libriana no extremo da palavra. É completamente viciada em doce e chimarrão. Encontrou na escrita uma forma de se libertar, e acredita tanto nos seus sonhos, que escreveu na pele que eles nunca morrem, só pra ela sempre lembrar.

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