Um segundo.

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Todos os dias me pergunto o que estou fazendo da minha vida. Se estou onde eu queria estar, se a Vitória do passado teria orgulho dessa Vitória de agora, e sinceramente não encontro respostas em lugar algum. A gente aprende a viver no automático, a criar expectativas e por consequência decepções em cadeia. A gente aprende a viver com cobranças absurdas, com julgamentos desnecessários , e assim inevitavelmente acabamos dando um outro rumo pras nossas vidas.

Mas, chega uma hora em que cansa. Cansa colocar o mesmo sorriso no rosto todos os dias. Cansa repetir cem vezes para mim mesma que está tudo bem. Cansa ter que escutar as mesmas coisas e cansa mais ainda ficar quieta como se nada acontecesse.
O meu problema é que eu me dôo demais. Faço tudo por todo mundo e acabo esquecendo da pessoa principal: eu.
O mundo anda corrido demais e sem dúvida alguma está faltando reciprocidade, abraços demorados e conversas no meio da tarde. A gente só corre, só corre, só corre. Alguém socorre.

E nesse vai e vem me perco um pouco. Saio fora de órbita, fico meio perdida nessa confusão, e entre a falta de tempo e o cansaço, sobra alguém meio chata demais, que amou o novo cabelo mais loiro, mas que odeia usar secador. Que quer abraçar o mundo com os braços e fazer a maior quantidade possível de coisas, mas que ama ficar deitada. Que saí de casa às sete horas da manhã e volta quase meia noite. Que tem apenas vinte anos, mas pelo mau humor matinal parece que tem oitenta.

O que eu espero de mim, de você, do mundo é apenas um pouco mais de calma.

 

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Vitgarre

About Vitória Garré

Libriana no extremo da palavra. É completamente viciada em doce e chimarrão. Encontrou na escrita uma forma de se libertar, e acredita tanto nos seus sonhos, que escreveu na pele que eles nunca morrem, só pra ela sempre lembrar.

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