Sonhei com você.

Sonhei com você. Meio normal pra alguns, mas pra mim foi extremamente estranho. Cê ficou comigo o tempo todo, e parecia que era real. Acordei e tive certeza que tudo isso que venho vivendo foi só um pesadelo que cê tava comigo. Mas não. Nenhuma mensagem de bom dia, nenhum sinal, nada. Conviver com a tua ausência é um jogo. Tenho que me concentrar e tentar chegar ao fim do dia com a missão cumprida de que fiz tudo que havia pra fazer. A saudade me mata de pouquinho em pouquinho até chegarmos ao game over.

Afinal tudo tem um fim né? Mas eu achei que a gente era de verdade. Eu achei que era amor. Afinal todos diziam que éramos aquele casal que a maioria gostaria de ser. Liberdade. Confiança. Admiração. Reciprocidade. E eu poderia ficar aqui horas enumerando as coisas boas que tínhamos e agora eu sou o que sobrou de tudo isso.

Nunca vou entender. Talvez esse seja o destino de quem é abandonado. Não entender nada, nunca. Faltam explicações cabíveis, falta amparo, falta consideração. Acho que foi aí que errei: tive consideração demais por tudo, e acabei ficando pra trás.

Sigo dia após dia, recolhendo meus cacos e mantendo a fé no mundo. Confiando na vida. E todos os dias pedindo pra que tudo isso me renove. Me faça alguém melhor. Me dê mais forças e que eu não desacredite nas pessoas. É difícil confiar em alguém, abrir nossa vida, contar nosso segredo mais secreto, e de repente acordar e ver que a única coisa que tínhamos de certo na vida foi embora. Seguiu e só. Prático. Doloroso. Cruel.

É bem complicado entender que eu fui apenas mais alguém pra você. É horrível saber que a sua família não é mais minha. É nostálgico ler os textos das legendas das nossas fotos que eu ainda tinha nas minhas redes sociais. Era tão forte, tão mágico, cê era minha inspiração. E hoje é perturbador entender que te escrevo e que esse vai ser só mais um texto, que você vai ser aquele que me machucou mais fundo. E que minha arte vai levar pra sempre essa marca. E que nada vai apagar.

About Vitória Garré

Libriana no extremo da palavra. É completamente viciada em doce e chimarrão. Encontrou na escrita uma forma de se libertar, e acredita tanto nos seus sonhos, que escreveu na pele que eles nunca morrem, só pra ela sempre lembrar.

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