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Olha eu aqui escrevendo mais um texto pra você. Ainda me pergunto qual o motivo. Talvez seja porque me sinto mais leve a cada vez que te escrevo. Parece que tudo fica menos pesado, mais bonito, mais digno. Afinal o fim também é algo que merece ser lembrado.

Ninguém me pergunta mais de você – graças à Deus – ninguém me lembra mais você. Escutar nossa banda favorita não me deixa mais triste, ver suas fotos no Facebook não mexe mais comigo. Não fico deprimida por não fazer mais parte da sua vida, e sei que por aí é exatamente igual.

Mas ainda lembro de como contávamos para as pessoas o dia em que nos conhecemos pessoalmente. Riamos. Contávamos cada detalhe, e eu ainda lembro do exato momento em que bati o olho em você. Dia 03 de abril de 2010. Um sábado de Sol em um shopping por aí.

Engraçado como a gente adora contar como tudo começou, mas nos recusamos a falar sobre como acabou. Mas, agora me sinto mais firme. A sua ausência me tornou alguém mais madura.

Vou confessar que nunca mais me senti tão querida. Nunca mais me senti tão amada. Nunca mais me senti especial. Nunca mais me senti importante. Nunca mais senti que eu fazia a diferença na vida de uma amiga. A gente era especial sabe, a gente tinha uma conexão que ultrapassava a distância das nossas cidades.

A vida foi seguindo e nenhuma de nós nunca mais olhou para trás. E tá tudo bem, parei de me cobrar, me culpar. Cada tatuagem nova que eu faço é pra disfarçar essas cicatrizes que carrego comigo. Elas não doem mais, mas estarão sempre aqui. Quietinhas. E no final foi isso que você virou: uma cicatriz. E vendo pelo lado positivo você sempre estará comigo.

Vitgarre

About Vitória Garré

Libriana no extremo da palavra. É completamente viciada em doce e chimarrão. Encontrou na escrita uma forma de se libertar, e acredita tanto nos seus sonhos, que escreveu na pele que eles nunca morrem, só pra ela sempre lembrar.

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