O que não começa nunca acaba.

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Posso confessar uma coisa muito boba? Eu achei que ia dar certo.

Criei na minha cabeça uma história que eu queria que existisse. Idealizei demais, esperei demais de você que sempre só me deu metades. Achei que ia dar certo porque dessa vez eu não iria amar por dois, e cê tava tão feliz – parecia né? – e a gente tinha tudo pra dar certo. Mas não deu.

Me sinto idiota em assumir que imaginei tanta coisa. Cê ia postar uma foto nossa e ia chover comentários dos seus amigos dizendo “Aleluia, finalmente ficaram juntos!!” “Cuida bem dela dessa vez, boa sorte pra vocês” “Que lindos, olha esse sorriso de vocês”. E é nesse momento em que eu percebo que há vezes em que a gente precisa deixar a teimosia de lado e aceitar que já era, vaso quebrado não se conserta.

De certa forma eu tô feliz. Sem culpa. Sem arrependimentos. Afinal eu fiz o que podia. Mas você precisa crescer tanto ainda, enxergar que palavras são muito superficiais e atitudes são muito mais importantes. Não digo que não acredito, afinal a sua euforia já deixava tudo bem claro, mas cê precisa dar um rumo na sua vida. Eu já to com a minha encaminhada, e posso ser sincera? Tô amando a minha vida. Nunca me senti tão leve.

Tenho tanta coisa pra fazer por aqui que penso que foi melhor assim. Óbvio que me senti voltando no tempo quebrando a cara de novo com você, mas não me arrependo. Hoje tenho muito mais maturidade pra assumir meus erros e tocar minha vida, sem joguinhos ou indiretas. Cê podia ter feito mais, mas tudo bem. Eu também poderia, mas tudo bem.

A única coisa boa de segundas chances é que elas nunca viram terceiras.

Vitgarre

About Vitória Garré

Libriana no extremo da palavra. É completamente viciada em doce e chimarrão. Encontrou na escrita uma forma de se libertar, e acredita tanto nos seus sonhos, que escreveu na pele que eles nunca morrem, só pra ela sempre lembrar.

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