3 sinais que voltar com seu ex pode ser uma boa ideia

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Por mais que eu pregue o desapego como princípio fundamental da felicidade, não é necessariamente a falta de amor que me refiro. Desapego é demonstrar indiferença, é perder o interesse por tudo aquilo – e todos – que não te estimulam, não te acrescentam. Mas, na verdade, nem todas as relações merecem ser tratadas com desamor. Nada pode apagar o passado, assim como, o bem que alguém lhe fez em um determinado momento. Não dá para esquecer da noite por dia quem fez do seu coração uma rotina. Tampouco, permitir que uma saudade seja mais do que um passatempo. Tem gente que merece a dúvida da tentativa, e tem gente que não vale a pena a investida. Os sinais abaixo podem te ajudar a diferencia-las.

1) Qual foi o motivo do término?

Já ouvi casais que sequer souberam dizer porque não estavam mais juntos. Eu entendo. Aconteceu tanta coisa entre eles que quando a bomba explodiu cada pedacinho de mágoa foi jogado ao vento, e aos gritos. Às vezes, basta uma lágrima para ser a gota d’água no mar dos espinhos – que já foram rosas. No entanto, às vezes, os motivos são bem pontuais: uma determinada atitude (ou a falta dela), esquecer uma data especial, a distância entre cidades ou descobrir uma traição, por exemplo. A vantagem de se saber sem pestanejar o que lhes fizeram romper é porque você pode ponderar o que vale a pena insistir e o que vale a dor de perder. Quando não se trata de personalidade incompatíveis, perspectiva de vida ou, o pior, deixar de gostar, é claro que pode ter jeito. Saiba, em primeiro lugar, qual sua parcela de culpa (Sim, você também teve culpa ainda que não tenha sido o pivô do término). Então procure melhorar a você; quais esforços você poderia fazer, quais exigências poderia repensar. Se perdoou o malfeito que seja verdadeiro, e não uma armadilha para trazer à tona sua razão a cada discussão. Amor sem coragem é só vontade.

2) Quando houve tempo.

Diante do término, às vezes, a gente fala demais, fala sem filtro. E aponta o dedo para as mudanças que esperava do outro, para as decepções que não foram apagadas, para as expectativas que sequer puderam nutrir. É como se tudo que sentimos de bom e ruim encharcasse nossa alma maltratada e nos fizesse torcer fio a fio cada lembrança. Pingamos tudo que somos ou que gostaríamos de ter sido. Acontece que independentemente do quanto isso nos faça refletir não quer dizer que, de fato, mudamos. Ou amadurecemos. Isso requer tempo. Muitos casais se precipitam e voltam com um intervalo curto de tempo depois de um término “definitivo” e insistem em afirmar que mudaram. Como se mudar fosse uma atitude completamente condicionada. Você não tem como ensinar a alguém a ser romântico, por exemplo. Ou é ou não é. Se for, vai fazer coisas surpreendentes, se não for, vai imitar o que acha bonito. A mesma coisa é a mudança. Você pode até listar o que gosta e não gosta, mas a convivência implica em novas descobertas, em novos gostos. E se alguém não entendeu a essência do princípio, vai repetir os mesmos passos ainda que em outras atitudes, entende? Existe mudança? Sim. Mas cada qual a seu tempo. Dizer que mudou não é o suficiente para provar, porém você só vai ter certeza se tentar.

3) Era alguém que te impulsionava.

Sejamos francos, só amor não basta. A gente precisa ter ao lado quem queira de nós o melhor, quem nos estimule a crescer. A gente precisa de quem compreenda nossas falhas e incentive nossos acertos. Quem vai vibrar de alegria com nossas conquistas, e mastigar nossos medos com as próprias mãos. Quem vai nos dizer tudo que precisamos ouvir no silêncio de um abraço. Quem vai ser, antes de um grande amor, um melhor amigo. Aquele que você não precisa usar filtro mental, nem precisa tomar cuidado com o que diz. Aquele que reconhece seus próprios erros, mesmo que precise de um empurrãozinho nosso. Nenhum relacionamento vence o tempo sem declives. Amor não se mede nos altos e baixos, e sim, no esforço contido em cada tentativa. Se você acha que encontrou essa pessoa é melhor esgotar as possibilidades de ser feliz com ela do que se acovardar no medo de sofrer. O peso que um “e se eu..” tem sob nossas costas não compensa. Um “eu tentei, fiz tudo que podia” é dormir com a consciência tranquila e ter a certeza de que não você foi quem perdeu.

E se realmente houver um fim que seja uma decisão tão firme e tão forte que você nem sequer precisaria ler esse texto inteiro para ter certeza.

About Samantha

Editora de conteúdo e redatora do Bendita Cuca!, e colunista para o Isabela Freitas e Superela. E Youtuber nas horas vagas. Sobrevivente da agonizante liberdade de pensar demais. Acredita que todo mundo merece um grande amor para chamar de próprio e escreve para se livrar da loucura completa.

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