Esse é um artigo de utilidade pública porque mesmo diante do risco de terminar pra titia, eu preciso compartilhar. Tenho certeza que irei salvar vidas. De nada.

Leia ouvindo:

 

Pois bem, Fortal é a maior micareta do Brasil, mas definitivamente não é de deus. A primeira coisa que você deve analisar é “o que é que eu tenho a perder?”. Se a resposta for nada, os anjos gritam amém e eu digo SE JOGA. Mas se tiver alguma coisa a considerar, pode ter certeza que não vai sobrar pedra sob pedra pra contar história. Ano passado, por exemplo, eu tinha uma boa vida. Juro. Tinha um namorado, um emprego e juízo. Pasmem! Tudo ia bem, tudo ia nos conformes, como dita o figurino. Até que chegou a semana de entrega de abadá e eu consegui a proeza de virar meu mundo de cabeça pra baixo em apenas 4 dias. Se eu fui sóbria durante essa semana, eu não me lembro. E pra fechar com chave de ouro, fui domingo para o bloco do Siriguella. Não preciso nem dizer que foi daquele jeito, né? Um porre, um rodo e uma queda. Vivi a minha vida toda durante as duas voltas embaladas ao som do Chiclete (R.I.P), chorei por amores que nunca tive como uma garotinha de 5 anos e tive uma DR com um paquera como se eu realmente me importasse. Por um milagre divino, acordei em casa sã e salva. Quer dizer, parcialmente. Não sei como voltei, perdi todo meu dinheiro, saíam Gremilins do meu cabelo se eu pusesse água e eu tinha mais roxos do que podiam contar. Ou seja, saldo final: perdi o emprego, o namorado e o joelho!

Pra ficar ainda melhor, tive que aguentar o interrogatório da minha mãe:

“Samantha, o que foi que houve com seu joelho?”

“Cai, né, mãe.”

“Mas como, minha filha?”

“Beba, né, mãe.”

“Mas de onde, menina?”

“Sei lá, né, mãe! Deve ter sido do trio.”

“Arminhanossasinhora, isso é tão feio…”

“Mãe, sou dessas.”

Assim sendo, abatida pela ressaca moral de proporções intergalácticas, passei o dia pós-Fortal prostrada na cama me maldizendo por tudo que tinha feito, e tive a brilhante ideia de escrever sobre. Foi assim que o Bendita Cuca deixou de ser um site sobre customização e se tornou o principal antro de devaneios lúdicos das mulheres. Percebi minha capacidade de relatar desgraças com humor e por isso estou aqui hoje. (O post foi esse aqui) Obrigada Bel, Ypioka Guaraná e o porteiro Nonato que me trouxe até em casa. E que, infelizmente, vai fazer parte do meu arquivo confidencial do Faustão.

 

E de tudo isso, eu tirei as lições que listei abaixo:

 

1)      Não vá namorando.

Ok, eu tenho amigos que namoram e todo ano vão curtir juntos e é ótimo, bla bla bla. Mas, olha, em uma avenida que ninguém é de ninguém, que está todo mundo naquela de matar ou morrer por um beijo na boca não considero aconselhável você ir acompanhando. As chances de vocês brigarem porque algum desavisado deu em cima ou alguma garota puxou teu macho são muito grandes. E eu não acho justo que descontem a raiva nas pessoas que estão apenas proliferando a safadeza no mundo em um local totalmente propício. Quer dizer, você namora? Vai viajar. Vai pra uma casa de praia, sei lá. Mas deixa a avenida livre pra quem não tem dono, nem escrúpulos! Mas, de qualquer forma, se vir alguém acompanhado RESPEITE. É o mínimo.

 

2)      Você não vai conseguir um marido.

Eu conheço UM casal que se conheceu no Fortal e depois ela mudou pra cidade dele, se casaram e vivem felizes pra sempre. Mas eu quis dizer que foi APENAS um casal. Todas as outras pessoas que vão não tem a mesma sorte. É um pensamento pessimista? Não! Realista, minha filha. Abre teu olho. Amor de micareta não sobe altar.

 

3)      Considere seus alvos.

A melhor parte é que se tem alguém que você já se interessou na vida e você descobre que ele vai pro Fortal, então as chances de vocês ficarem aumentam em 80%. Isso é cientificamente provado pelo Superinteressante e tem o selo Tabajara de autenticidade. Mas isso não quer dizer que vão se falar depois, afinal, não foram apresentados! Foi só uma coisa de momento, uns beijinhos na avenida. Acho muito importante ser visto como um bom test-drive.

 

4)      Guarde seu dinheiro em lugares estratégicos.

Todos os anos eu perco todo meu dinheiro. TODO ANO! Ano passado, eu coloquei 20 reais em todos os lugares possíveis, tipo: peito, cada pé do tênis, cada bolso do short, dentro da meia. E mesmo assim voltei pra casa sem nem um real! Como eu fiz isso, deus? Me explica! Dessa vez, vou esconder até de mim mesma. E não levem celular, obvio.

 

5)      Seja mais tolerante.

Meu povo, é um carnaval fora de época, vamos usar o bom senso. Pisaram no teu pé? Relaxa. Te empurraram? Relaaaxa! Te cutucaram, pegaram a força, tentaram beijar, puxaram seus cabelos? Bom, nesse caso, goza.

 

6)      Não é desfile de escola de samba.

Então, por que usar seu abadá customizado como se fosse rainha da bateria? Não, sério. Lantejoulas à torto e à direita, brilho, PLUMAS, miçangas… Gente, menos, por favor. MY EYES, MY EYES! Não quero ser obrigada a me deparar com isso.

 

7)      Escreva um telefone pra contato com caneta permanente no braço.

Eu dei essa dica no Carnaval, e foi SUPER útil! Várias pessoas levaram à sério. Parece brincadeira, mas não é! Você vai ser muito mais feliz se for resgatado por um bom samaritano e ele lhe levar de encontro à seus entes queridos.

 

8)      Não compre seu abadá de cambistas.

EU ODEIO CAMBISTA! Vou fazer uma manifestação pra acabar com eles que se acham os donos da festa e colocam o preço que querem nos abadás. Diga não! Compre na loja ou de amigos, mas não ajude a aumentar a extorsão gerada por essa raça de desocupados e oportunistas. Fim.

 

9)      Faça as bases.

Aqui no Ceará é simplesmente assim que fala quando quer se referir ao ato de beber antes de chegar ao destino pra beber. Mas é porque, vamos combinar, na avenida só tem cerveja quente, ruim e cara. E cachaça. Definitivamente, não sei o que é pior. O segredo é beber antes ou até mesmo naquelas barraquinhas que tem do lado de fora pra já entrar calibrado. Mas isso todo mundo que se respeite, sabe.

 

10)   Tenha um taxi amigo.

Você vai precisar dessa amizade sincera pra vida toda quando estiver desgarrado, sozinho e contando os centavos pra voltar pra casa. Sem falar que os taxistas também se aproveitam pra cobrar os valores que quiserem, ou seja, é bom você ter uma boa alma na qual confiar e um punhado de dinheiro sobrando pra não terminar pedindo esmola.

 

11)   SE DESCONTROLE!

Viva, se jogue, não pense, não se arrependa, não se limite, não se julgue. SE LIBERTE de toda forma de controle porque se não puder viver uma das melhores festas que tem no Brasil como quem acabou de descobrir o mundo do álcool, NEM SAIA DE CASA!

Vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir!

 

12) Aprenda a customizar seu abadá.

Eu já fiz uns posts dando dicas, fiquem à vontade: Customizar abadá I, Costas recortadas.

 

Eu espero muitíssimo ter mais histórias pra contar desse ano. Mesmo que não sejam as melhores. Dessa vez, pelo menos, não tenho absolutamente nada a perder. E só de ver a propaganda meu coração já fica aos pulos. VEM QUE VEM QUE VEM COM TUDO!

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AI MEU DEUSSS!!!!

ATUALIZAÇÃO: Esse ano, eu fiz um vídeo! VENHAM VER:

Se inscreva porque vai ter vídeo de pós-fortal! 🙂

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