O que você tem a perder?

Estava eu, vivendo minha vida, totalmente focada em mim e nas minhas vontades, numa fase que eu chamo de Não Tenho Nada A Perder. Como a lição presente no filme “Sim, senhor” do Jim Carrey, você passa a dizer sim para todas as coisas porque simplesmente não tem o que perder com elas. Porque, na verdade, se pararmos pra pensar, metade das nossas escolhas quando são negativas são movidas pelo medo. Medo de não gostar, medo de se apegar, medo de perder, medo de se envolver, medo de arriscar. Puro e declarado medo. É mais seguro negarmos o novo e ficarmos com o que já conhecemos, o que já sabemos que é bom. Mas é justamente aí que mora o perigo. É como eu sempre digo “Você nunca vai namorar com quem nunca ficou”. Muitas vezes, desperdiçamos as chances com medo de torná-las uma oportunidade. Não condeno quem não quer sair do seu quadrado, afinal, cada um sabe o que lhe é suficiente. Acontece que, pra mim, isso nunca foi. Portanto, essa fase NTNAP foi uma das experiências mais enriquecedoras que tive – e ainda tenho – o prazer de vivenciar.

Em primeiro lugar, você tem que pôr de lado tudo que pensa sobre si mesmo. À medida que crescemos e, à tanto custo aprendemos certas coisas, nos tornamos muito convictos que sejam as melhores. O amadurecimento das ideias é mais um fardo do que uma virtude. Quanto mais certo você se acha, menos explora o lado errado das coisas. Se torna um fanático, ainda que seu “objeto” de idolatria sejam suas próprias opiniões. E o problema do fanatismo é o enaltecimento exacerbado. Colocar o que quer que seja em um pedestal inalcançável. E, sabe, nada é tão certo a ponto de ser imutável. Inclusive, eu também posso estar completamente errada nesse exato minuto. Quem sabe? Mas não vou me aprofundar nessa metalinguagem porque, sinceramente, explodiria algumas cabeças.

A verdade é que independentemente da idade que você tenha hoje, você levou a vida inteira pra ser quem é, não é? Ou seja, você bate no peito pra defender seu ponto de vista, bate o pé pra fazer a sua vontade, e pronuncia coisas do tipo “Mas eu sou assim. Eu sou desse jeito. Eu sempre fui assim.” Que honestamente podem ser consideradas as três maiores mentiras universais.

Primeiro, você é assim o quê? Quem?

Olha, a não ser que você não tenha aprendido nada a sua vida inteira, não tenha colhido uma experiência, não tenha se contradito uma vez sequer, todas as suas emoções e reações são consequências de fatores, pessoas e sentimentos que lhe influenciaram. Logo, é de extrema ignorância se auto intitular inflexível. Como uma parede. Quando você, por ventura, concluir que todos os seus relacionamentos anteriores foram iguais ou que você só pega gente que não presta ou que você não tem sorte na vida, que tal, pensar se você foi igual em todos eles?! Sabe, as pessoas NÃO TEM que te aceitar como você é. Ninguém é obrigado a suportar e conviver com uma parede. E eu também considero muita falta de amor próprio aprender a amar quem sequer se importa em melhorar. Ao longo da vida, naturalmente, você vai ouvir críticas e elogios. Questione-se sobre eles. Reflita. Esqueça essa história de “mas eu sou assim”. Não imponha aceitação aos outros se não tem conhecimento de si mesmo.

Segundo, você é desse jeito como? Por que?

Quando determinamos nossos gostos também nos vemos no impasse de agradar um determinado ciclo e a nós mesmos. Institivamente, o ser humano agrupa-se em “panelinhas”. Como aquelas nossas fases na adolescência, sabe? Ser do rock e usar preto, ser do reggae e usar pulseiras feitas por hippies na praia, e assim vai. O que te fazia diferente do seu ciclo de convivência, te fazia igual a outro. Nesse caso, ser diferente é uma questão relativa. Se pegássemos todos os grupos, absolutamente todos, e dividíssemos pondo-os uns ao lado dos outros, teríamos várias panelinhas iguais entre si e diferentes em relação as outras. Ou seja, inevitavelmente você é produto do meio à qual pertence, seja por opção ou imposição cultural. Obviamente que você não é obrigado a ser o mesmo a vida inteira e, principalmente, o que lhe impuseram. Mas independentemente de quem escolha ser, vai pertencer a algum deles.

Com o tempo nos acostumamos, e nem sequer nos questionamos sobre a adaptação dos nosso gostos, nossa língua, nossos ideais. As coisas fluem naturalmente. Mas e se você tivesse a chance de se zerar? E se você pudesse não ser tudo que pensou ser por apenas um minuto, o que você faria? Talvez, essa seja uma das poucas coisas da vida que não são utopia. Você, de fato, pode. Esqueça essa história de “ser desse jeito”. Por que você é desse jeito? O que te fez ser desse jeito? Você QUER ser desse jeito? Quem disse que você precisa ser quem pensa que é O TEMPO TODO? Quem disse que há qualquer credibilidade em se travar na ferrenha ideia que tem de si mesmo? Comece com uma coisa simples: experimente aceitar a sugestão musical de um colega seu, aparentemente completamente diferente de você. Sabe por que? Porque você não tem nada a perder, e pode gostar.

Terceiro, quem disse que você sempre foi assim?

Não vou mentir que uma das coisas mais confortáveis sobre si mesmo é dizer “Fulana sabe disso, ela me conhece, eu sempre fui assim.” É como se fosse um atestado de veracidade. Como quem diz “fui testada e aprovada, podem confiar”. Mas quem você seria se não houvesse ninguém pra comprovar? Como você provaria pra um estranho que é quem diz ser? Bom, suas atitudes e, não, suas palavras. Mas e se suas atitudes foram adversas ao que prega sua teoria? E se, por ironia, se flagrou dizendo ou fazendo algo do qual nunca imaginou? Você não tem absolutamente nenhuma forma de se defender. Tudo que pode fazer é argumentar com levianas palavras que nunca foi assim e esperar que acreditem. E a famosa ideia de “minha palavra contra sua” é simplesmente uma disputa de egos.

Acontece que o “nunca” e o “ser” caminham lado a lado. Por isso, sempre pagamos pela nossa língua. Ainda bem! Imagine a monotonia que seria a vida se seguíssemos à risca todas as regras que profanamos ao longo da nossa formação. Nós adoramos pagar pela língua, isso é um fato. Daí aquele ditado “nunca diga nunca”. Então, recapitulando, se você não tiver quem comprove quem você é, você nada mais será do que sua própria visão de si mesmo que pode não ter qualquer relação com a interpretação que outra pessoa tem de ti. Deu pra entender? Em outras palavras, o que determina quem você é, são suas atitudes nesse momento, independentemente de qual teoria exista por trás delas. Portanto, você não foi assim sempre. Se tem duas palavras que não podem ser escritas na mesma frase, definitivamente, são o “sempre” e o “ser”.

Não Ter Nada A Perder é se abrir para as oportunidades, simples assim. Se desapegar da ideia que tem de si mesmo, se permitir ser mais do que o estável, o palpável. Você pode, sim, experimentar sentimentos novos sem que isso altere completamente sua essência, seu ponto de vista. Sabe, às vezes, mais importante do que sair vencedor em uma discussão é entender o porquê de sua opinião. Como você chegou até ela, o que te faz crer que esteja certo. Porque, uma verdade eu lhe digo: estar certo nem sempre vale a pena. E não tem problema nenhum nisso. O que importa é ser quem você é, o que você quer, o que você puder. Infelizmente, poucas coisas em nossa vida são unicamente nossas. Vivemos em um efeito dominó em que nossas ações tem consequências que afetam, na maioria das vezes, as pessoas ao nosso redor também. Ou seja, pouco do que somos é unicamente controlado por nossa vontade. Já que é assim, você vai mesmo permitir que ditem a sua forma de agir? Você vai mesmo permitir que limitem a sua forma de pensar?

Experimente o novo. Sinta o choque de adrenalina que te faz pulsar. Deixe seu coração batendo forte. Faça planos que não são findáveis. Crie objetivos a curto prazo pra que supere-os todos os dias e a longo prazo pra que lembre-se aonde quer chegar. Entre em discussões que saiba que vai perder. Converse com um estranho na rua. Dê atenção pra quem resolve, do nada, te contar parte de sua vida. Crie vínculos e, não, diálogos. Fale em voz alta o que você pensa. Faça um favor a quem não tem nada a te dar em troca. Descubra porque sente que não vai com a cara de alguém. Dê a cara à tapa. Saia de cima do muro. Aceite estar errado, eventualmente. Questione sua culpa. Perdoe quem ou que não te acrescenta nada hoje em dia. Desfaça-se de seu calendário, você não precisa saber quanto tempo está perdendo enquanto sua vida passa. Aposte em um projeto. Sorria pra um estranho. E não desista do seu verdadeiro sonho. Você não tem nada a perder.

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Sobre o debate dos candidatos à presidência.

Pois bem, durante o debate de ontem (26/08) exibido pela Band, anotei alguns pontos:

Dilma – Na esquiva de perguntas que comprometeriam os eleitores que, suponho pense, já são fidelizados com essa lavagem cerebral que há no conforto de ter alguns trocados no bolso – suficientes pra que estejam fora da linha da pobreza e ela vista como “a favor do povo” – fez uso de estatísticas sabe lá deus aprovadas por quem ou talvez inventadas por ela mesma no ato. Típico. Não sei ao certo se ouvi um discurso de uma presidenta que deveria, por mera humildade, reconhecer seus erros durante os 8 anos de mandato, ou se ouvi o bingo da igreja valendo 8 milhões de empregos, 50 milhões de pessoas alfabetizadas e um ferro da Blacker & Decker. Quem dá mais? O que deveria ser uma oportunidade de apresentar propostas de evolução, se tornou mais um repetitivo ensaio a favor da cegueira. Tal igual, uma propaganda da Polishop “Mais médicos, pronatec, fies, mais educação” tornou-se um jingle na minha cabeça que, eu juro, se ela for reeleita, vou cantar na porta de sua casa no Natal.

Uma outra coisa que eu não entendi foi porque ela se vangloriou do aumento do salário mínimo em uma época delicadíssima, em que a inflação está quase no teto previsto pelo IPCA e o Brasil tem o mais baixo crescimento em relação aos países emergentes calculado pelo FMI dos últimos 3 anos. Do que adianta uma maior quantidade de dinheiro, um reajuste arbitrário, se tudo aumenta junto? Na minha infância, eu ia ao cinema com 10 reais, assistia o filme, lanchava com direito a um churros. Hoje, por mérito meu, vou com 50 reais. E quase nunca tenho dinheiro pro churros. Isso me chateia! Brincadeiras à parte, isso é claramente tapar o sol com uma peneira.

Querida presidenta, isso aqui está uma zorra! Pare de fingir que está tudo bem, que estamos evoluindo, e principalmente que devemos continuar assim. Os elogios que diz em frente ao espelho – ou aos seus parlamentares – não servem de nada. Admitir que estamos com problemas, e dos graves, não é nem de longe a solução, mas com certeza é o primeiro passo. Eu RECONHEÇO as coisas boas que você fez, mesmo não sendo favorecida; eu vi. Mas CONTINUAR definitivamente não é mais uma opção. E também ainda guardo mágoas por não ter comprado a Copa.

Aécio – Levanta a bandeira de uma política inovadora. Um novo caminho. Não vou mentir que o foco no aumento do capital é algo que muito me estima e, concordo bastante, que esteja mais perto do MEU ideal social. Assim como admitir Armínio Fraga como ministro da fazenda, que foi recentemente cotado para presidir o banco central do Estados Unidos. Ser American Boy não é nosso sonho, afinal?

Gente, sejamos francos, independente de qual sua moral, seus princípios, seus anseios, é o dinheiro que rege o mundo. É foda, mas é a vida. E nós precisamos de dinheiro. Não de uns trocados, mas de dinheiro mesmo. Então, precisamos que o dinheiro se movimente aqui dentro, precisamos de uma política macroeconômica. Claro que é inevitável, como toda boa brasileira nascida com esse jeitinho escroto de tentar se dar bem, não pensar que ele se eleito vai criar uma máfia que vai controlar toda economia do país PRO MAL. De repente, como um filme na minha cabeça, vejo a cena “3 anos depois de eleito” e o país cinzento, destruído, pessoas vivendo alojadas, catando lixo e, não muito distante dali, um palácio, uma cidade criada pra alimentar e satisfazer a minoria parlamentar e seus simpatizantes. Uma nova Brasília. Nesse caso, também imagino o Aécio sentado em um trono de ouro. Mas, bom, isso são só hipóteses.

A questão é que eu ainda acho que vale mais a pena apostar em uma política econômica, mesmo que nos tornemos – ainda mais – fantoches do capitalismo. Desculpa, gente. Mas eu amo ter um iphone 6 plus com meu nome cravejado em diamantes. E eu sei que você também porque enquanto continuarem se vangloriando por terem trocado um punhado de dinheiro por um bem material, fazem parte do sistema. Afinal, ter um produto que custa 2 mil reais, ainda é ter um produto. Você não pode chegar na padaria e pagar com seu produto, tampouco “ir descontando” do valor dele. Ou seja, isso NÃO É ter dois mil reais. É só ter a porra de um produto.

Marina – Eu ainda estou esperando ouvir suas propostas, como Eduardo Campos. Não sabia que para se tornar candidata bastava usar palavras de impacto, embora Eduardo Campos usasse. Sendo assim, eu já poderia ter sido eleita, como talvez fosse Eduardo Campos. Educação, segurança e saúde deveriam substituir o ordem e progresso da nossa bandeira, Eduardo Campos certamente concorda. Afinal, já é o bordão dos candidatos, até mesmo do finado Eduardo Campos. Gostaria de ter ouvido mais da candidata que ganhou a simpatia do povo, graças a Eduardo Campos, pra ver se tem mais em comum com a Frida o espírito guerreiro do que a aparência. Aposto como Eduardo Campos também ia querer. Sinceramente, não estou afim de ter meu pé puxado à noite – coisa que a candidata não se preocupa nem um pouco – portanto, não vou mais despejar as memórias de Eduardo Campos. À propósito, Marina tem fantásticas ideias socioambientais e, mesmo eu sendo a favor do desenvolvimento econômico acima de tudo, acho que devem, sim, ser aplicadas. Assim como, tem Eduardo Giannetti, seu guru no que tange a política econômica, com ideias muito semelhantes as do Aécio. Pasmem. Sabem quem enfatizou isso durante o debate? Ela mesmo, a Lucilouca.

Pra completar o circo, tivemos a Luciana Genro, desvairada anti-capitalista que quer colocar o Banco Central na mão do povo. Lucilouca, querida, todo mundo já viu O Assalto Ao Banco Central. Imaginei-a explodindo o banco e dizendo “Pega o teu dinheiro, negradis!”. Ao mesmo tempo que quer valorizar o funcionário público, que é pago com nosso dinheiro. Quer falar abertamente sobre as drogas com os jovens, mas é contra a legalização da maconha. A mulher até que fala bem, mas é um poço de contradição.

Daí tivemos o Levy que dentre tanto absurdos que balbuciou – quando se deu ao trabalho de terminar as frases – disse que cada cidadão deveria poder ter uma arma de fogo EM CASA pra SE DEFENDER. Ou seja, isentou o governo de qualquer obrigação com a segurança, armou o pobre pro combate e achou que estava tudo lindo. Até porque nós temos, sim, essa educação de portar arma, não né? Um político que fala isso, sinceramente, sequer teme pela própria vida porque na primeira manifestação que houvesse em seu mandato viraria tiro, porrada e bomba.

Mas pra mim, o prêmio sem noção da política ficou com o Pastor. Foi uma coletânea de disparates cuspidos ao vento. Contra o casamento gay porque está na bíblia, contra o aborto porque jesus disse. Apoia a redução da maior idade penal porque “não roubar” está entre os mandamentos. Tudo bem que eu já sou muito chata quando se trata de gente assim – alienada no meu ponto de vista – mas, nesse caso, qualquer criatura poderia entender as asneiras que esse cara falou. Se ele ganha seus fiéis (??) na igreja (culto?) agindo dessa forma e lhes tira o dízimo (ou qualquer outra nomenclatura pra “dinheiro dos outros”), eu me enforcaria se ousasse generalizar isso no Brasil. Sem falar da proposta “todo brasileiro que ganhe até 5 mil reais não vai pagar imposto”. Mas, pera aí! ALGUÉM tem que pagar esse imposto, não tem? Quem será a próxima vítima agora? A classe média, claro. A classe média, sempre. Entre a felicidade de não terem nascidos tão mal de vida e/ou terem conseguido POR MÉRITO o que tem, há também a desgraça de não serem ricos o suficiente pra não reclamar – tanto – dos altos impostos. Ou seja, quem conseguiu o que tem porque mereceu vai ter que pagar pra quem não teve a mesma oportunidade por descaso do governo que se exclui da obrigação de manter uma boa condição pra classe mais baixa. Deu pra entender? Isso é um assalto, porra.

E teve o Eduardo Campos, opssss… Desculpa, mal de Marina. Então, teve o Eduardo Jorge que é do Partido Verde e a favor da política do paz e amor. E eu não ouvi mais nada além disso, mas imagino que seja algo a ver com Woodstock.

Não vou me prolongar porque, sinceramente, esse assunto me faz torcer o nariz. Primeiro porque me enoja a forma reclusa com que as pessoas se colocam, se abstendo de pensar e simplesmente copiando a opinião de alguém que lhes agrada – ou que mais fizer uso de palavras “de impacto”. E como comunicadora eu bem sei o poder das palavras e como usa-las ao meu favor a fim de ter mais curtidas do que opiniões ao fim do texto. Francamente, não faça isso. Se agora escrevo é porque eu quero que você, por favor, pense. E discorde se lhe convir, reaja, fale, discuta. Nade contra a maré de gente satisfeita com a ideia mastigada, que vem de mão beijada. Eu não tenho a menor pretensão de estar certa, essa é só minha opinião. Paz e amor é o que eu quero pra nós.

Vlw, flws!

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Só os loucos sabem.

Não sou fácil de agradar. Seguir o código de conduta moral dos relacionamentos comigo não vai torná-lo bom. Dispenso o cinema, o jantar e as flores. Tenho pavor ao certinho, ao que manda o figurino. Gosto de quem se põe à prova, quem não tem resposta pra tudo. Que bate de frente, eleva a discussão, que não desiste por teimosia, mas por prazer. Que não ignora suas próprias vontades, nem se faz refém de seus medos.

Sempre gostei das pessoas loucas.

Aquelas com as piores histórias, as mais remotas lembranças. As que confundem os dias, as falas e os nomes. Que não veem um copo meio cheio ou vazio, mas se veem através dele. Que não tem medo das más línguas e nem fazem questão de se aproximar de boas influencias, pois não receiam se arriscar. Se der errado, riem do próprio fracasso.

Os loucos nasceram livres porque não entendem o limite do normal ou do real. Vivem na corda bamba, sapateiam em cima do muro. Tem ideias absurdamente criativas e desejos secretos de mudar o mundo que não guardam pra si. Eles gritam, expõe, se doam. Equilibram-se entre a genialidade e a insanidade. Tão santos quanto pecadores, tão egoístas quanto altruístas.

Quem vier que questione minhas crenças, me faça truques de mágica. Que não me envergonhe em público ainda que eu mereça. Que me veja aos extremos, vermelha de raiva, eufórica, descabelada e com doces palavras me acalme. Que não perca seu tempo se comparando aos outros, nem conformado com o que tem. Seja do tipo que não enxerga barreiras, então, simplesmente faça.

Quem vier que me conheça no meu pior estado e ainda assim me queira. Alguém que eu não precise fingir postura, interesse, porque o que sabe de mim já lhe basta. Aquele que vai dar corda para as minhas mentiras, mergulhar nas minhas fantasias. Aquele que não vai me entediar na tarde de domingo, nem vai dormir na noite de sábado. Que nas pequenas e nas grandes coisas será espontâneo, autêntico e, não, como um modelo de revista.

Quem vier que viva no ponto mais alto da alma. Sempre pronto pra sua maior aventura ou seu pior pesadelo. Daqueles que encara os medos de frente, que não desvia dos problemas. Que aceita o fardo da dúvida e o peso do “não saber” quando lhe convém. Que está certo de que vai ser feliz um dia quando tudo chegar ao fim e por isso não tem pressa, faz sua bossa, vai com calma.

Não sou fácil de agradar, talvez porque, também não sou do tipo que agrado fácil. Deixo a seriedade de lado, prefiro viver o improvável. Quem vier, que venha por inteiro; não nasci para juntar os cacos de ninguém. Quem vier, que venha completo; não nasci pra ser metade de ninguém.

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10 coisas que você deve saber pra superar um término.

Imagine a seguinte situação: você está envolvida com alguém, mas acaba fazendo algumas besteiras. Consciente de seu erro, se culpa por não terem dado certo. Se assume como aquela que estragou tudo, que agiu por impulso, por vontade, por tesão. Se deixou levar sem ponderar as consequências, se permitiu excessos de raiva sem motivo, crises de ciúmes sem razão. Vem o término, a superação e o recomeço. Então, sente-se de novo apta a amar e, logo, cruza com alguém que julga ser merecedor ou que, racionalmente, vale a pena. E traz à tona todo sentimento de insegurança, de medo. Decide fazer tudo certo dessa vez, como manda o figurino. Confiante de que aprendeu a sua lição com o relacionamento anterior, não dá ponto sem nó. Ensaia diálogos, esconde dúvidas, tece à fino trato uma rede de ilusões. Mas, novamente, as coisas não dão certo. E, dessa vez, se frustra por não caber em si tanta culpa. Mas sabe o que aconteceu, minha amiga? A vida.

Então, esqueça tudo que você sabe sobre relacionamentos, esqueça tudo que você sabe sobre amores, dores e rancores. E de uma forma livre, sem que hajam lados dispostos, sem que haja certo e errado, sem que existam sequer culpados, vamos falar de amor próprio.

1)      O tempo rege todo o esquecimento. O que se torna bastante conveniente quando se trata de esquecer amores fracassados, palavras inapropriadas e atitudes vergonhosas. Mas é também indiscutivelmente doloroso quando te rouba a melhor lembrança da risada de alguém, todos os momentos que foram felizes juntos e toda certeza de seus planos. Sendo assim, o esquecimento rege todo o tempo. O tempo todo. E manter viva qualquer memória, se apegar a qualquer passado, exige muito mais do que querer; é preciso coragem pra não fechar antigas cicatrizes com novas histórias.

2)      A saudade é traiçoeira e, como tal, te deixa vulnerável, à mercê de qualquer conforto ou bem querer na eternidade de um segundo. Eventualmente, você descobre que nem sempre é real, é só um desejo que te aperta o peito. E passa.

3)      Distância não existe. É só uma desculpa pra que você sinta-se menos culpado por deixar passar pessoas importantes. Ou pra que você se sinta menos culpado por deixar morrer qualquer sentimento relevante. O cansaço existe. Às vezes, de um lugar, um trabalho, uma rotina e quase sempre de alguém, então, vem a distância e você se sente um pouco mais aliviado por não precisar lutar por isso.

4)      Amadurecer é aprender a engolir sapo, levar desaforo pra casa e fazer ouvido de mercador, sem achar que isso te faz inferior. Ou seja, você se torna mais paciente, tolerante e têm seu silêncio como escudo. Nem todas as pessoas valem a pena o bate-boca, nem toda razão vale a pena o confronto, nem toda amargura vale a pena com o tempo.

5)      Ninguém está condenado a ter só um amor pra toda vida. Não se cobre tantos acertos a dois se sequer está pronto pra viver sozinho. E tampouco, o risco de uma chance só. Ame, arrependa-se, esqueça, perdoe e ame de novo. Mantenha cíclico todo sentimento que te faz vibrar o coração. Às vezes, até mesmo sentir uma pontada de dor faz bem. Se alguém não vier pra te fazer feliz, que pelo menos, não passe sem te fazer melhor. Queira alguém que te faça perder a linha, a cabeça, o medo. Que te queira nas piores entrelinhas, nos injustificados erros. Queira alguém que seja mutável, flexível, pra tirar de letra as têmperas dos caminhos tão certos. Queira alguém que seja mais do que seu amor seguro, que seja seu melhor amigo e sua impiedosa consciência. Queira alguém que te queira por escolha e, não, por destino ou obrigação. Queira alguém pra te querer pra vida toda, ainda que se perca nas armadilhas do “pra sempre”.

6)      Pessoas não são descartáveis. Por isso, tenha consciência de que não deve deixar a encargo do tempo que esqueçam o quanto as magoou. Peça desculpas, conserte suas falhas e as deixe ir. Elas sempre vão embora e se não puder fazê-las ficar, faça-as lembrarem-se de você com um sorriso no rosto e uma saudade gostosa no peito.

7)      Você nunca vai namorar com quem nunca ficou. Em outras palavras, a felicidade propriamente dita também é uma questão de oportunidade. Não é sorte, não é destino, não é carma. É simplesmente a chance que você dar a alguém de se fazer especial. Não é do nada que as coisas acontecem; tem a oportunidade, a chance, a expectativa e o acerto. Ou seja, tem o primeiro passo, a quebra de gelo e, às vezes, também o fracasso. Haja o que houver, sempre tem a tentativa.

8)      Valorize as pessoas certas. Você não tem como mensurar qual o efeito que suas palavras e atitudes fizeram na vida de alguém. Claro que tem como ter uma ideia da consequência se forem ruins, mas não passa disso. Nesse caso, valorize as pessoas que tem um apreço por você mesmo que seja gratuito e ainda que não seja recíproco. Não se torne egoísta ao ponto de menosprezar o sentimento alheio que não te apetece. E, às vezes, por simplesmente não ser alguém que você gostaria que fosse, deixa escapar quem poderia ser melhor do que imagina. E, principalmente, não rejeite novas pessoas porque algumas antigas te machucaram.

9)      Pare de endeusar o passado. Nada que seja realmente bom ou mereça sua atenção está no passado. Não se lamente por não ter sabido aproveitar o que não te compete mais a ter. Quando sentir falta de algo enterrado, pense em aproveitar da melhor maneira o presente pra não desejar tê-lo feito no futuro. É melhor se sobrecarregar com o que há de mais intenso, mais proveitoso, do que se arrepender por não ter feito o suficiente, entende?

10)   Liberte-se de toda forma de controle. Inclusive, de si mesmo. Em primeiro lugar, aceite que você não pode controlar nada, quem dirá, tudo. E que, por mais que você se esforce, eventualmente, as coisas não darão certo. A verdade é que devemos nos esforçar o máximo que pudermos e, por fim, deixar que a vida aconteça. E que leve, traga, permaneça e esqueça. Deixe que a vida aconteça.

 

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Dieta e vinho: ótimos aliados.

Conhecendo a longa lista de benefícios à saúde que o vinho pode proporcionar, por que não incluí-lo nas dietas de emagrecimento? Será? Há quem duvide, mas o vinho pode, sim, por sua riqueza nutricional, ser um aliado em uma alimentação balanceada e saudável. No Blog você pode encontrar diversas outras dicas de saúde e bem estar.

Os nutricionistas costumam ser radicais: nada de álcool durante a dieta. Mas, alguns, têm outra visão sobre o vinho e recomendam uma taça três vezes por semana no jantar, o que seria ótimo para o colesterol sem comprometer o emagrecimento. Além disso, pesquisas apontam que o vinho diminui a necessidade de consumir carboidratos e, por isso, ajuda na perda de peso ou a manter o biotipo que você alcançou.

Além disso, os benefícios do vinho, vão além de ajudar a alcançar o peso ideal. O vinho é antioxidante e, acompanhado de exercícios físicos, aumenta o colesterol bom e diminui o ruim. É um escudo natural: uma taça por dia e você pode diminuir o risco de ser infectado por bactérias que causam doenças. E mantém a mente ágil, reduzindo as chances de desenvolver mal de Alzheimer.

Outra curiosidade sobre a bebida: em uma taça de vinho (50ml), dependendo do teor de álcool ou de açúcar, claro, existem entre 60 e 120 Kcal. Isso equivale a 30 gramas de chocolate ao leite, ou 20 gramas de manteiga. Nesse site você encontra informações sobre vinho e também dicas de receitas mais “lights” que harmonizam bem com a bebida.

Ou seja, é possível substituir certos alimentos por vinho e ainda aproveitar os benefícios que ele trás para a saúde. Entre eles, a sensação de bem-estar – que, cá entre nós, ninguém tem durante uma dieta, né?

 

 

ct1 ct2Se você vai fazer parte dessa família, você vai aprender a amar o vinho.

 

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Tudo que você precisa saber antes de se apaixonar.

“Ai, lá vem a Samantha com papo de mal amada”. Dessa vez, não. DESSA VEZ, não. No entanto, como toda boa doida, eu me considero bem racional. Penso sobre tudo, eu acho. Coisas como: diretrizes no senado, o que eu faria se tivesse superpoderes, pra que serve a pimenta do reino, porque diabos ainda não criaram chips pra te fazer aprender coisas instantaneamente, e assim vai. Mas, algumas coisas me tiram o sono e me dão cabelos brancos: por que os apaixonados ficam tão vulneráveis? Por que se confundem, se contradizem e, principalmente, se enganam? Pra que seve o bolso do pijama? Qual o sinônimo de sinônimo?! Tony Soprano morreu?!

Infelizmente, nem pra todas as perguntas eu consegui obter resposta, mas não vou desistir de achar Carmen Sandiego. Por isso, corri até a biblioteca pública mais próxima e peguei todos os exemplares de livros de ciência para estudar a natureza humana. Mentira! Simplesmente, coloquei no Google. Óbvio. Agora levante as mãos para o céu e agradeça a internet existir em nossas vidas, senão não seríamos mais que um punhado de mar, uma piada de Deus, um capricho do sol.

Acontece que essas reações – negação e confusão mental – são as mesmas de um dependente químico, por exemplo. Quando veem uma foto, ouvem falar ou, pior, dão de cara com o dito-cujo por acaso, seu cérebro produz respostas emocionais envolvidas com a sensação de motivação e recompensa. Iguais a qualquer outra droga. Ou seja, podemos concluir duas coisas: 1) seu cérebro está, sim, tentando te sabotar e 2) a paixão é uma droga.

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Pesquisadores do Colégio de Medicina Albert Einstein de Nova York afirmam que o amor romântico é uma das emoções mais poderosas que uma pessoa pode ter. Mas que também pode deixá-las ansiosas, tornando o bem amado objetivo de vida. Em outras palavras, eles querem dizer que o amor lhes deixa inquietas, impacientes e meio psicóticas. Podendo torná-las, inclusive, assassinas. Cientificamente falando, a neurose das mulheres não é culpa delas. Quer dizer, pelo menos, não é conscientemente culpa delas. Mas acontece que esse emaranhado de sensações também não é puramente amor.

Para a química da paixão acontecer é preciso que haja um fluxo de substâncias, tais como: adrenalina, noradrenalina, feniletilamina, dopamina, oxitocina, a serotonina e as endorfinas. Por mim, eu também incluiria morfina, diga-se de passagem. A dopamina é responsável pela felicidade, a adrenalina acelera o coração e excita e a noradrenalina é o hormônio cabido pelo tesão, mas o tempo produz a resistência. Porque nem tudo são flores nessa vida. Logo, a paixão esfria. E você quer morrer! Mas não antes de culpar a si, as estrelas, ao Jonh Green e a maldita redatora que vos alerta por ter caído, mais uma vez, no conto do vigário. Acontece que paixão não é amor. É mesmo essa sensação avassaladora, eufórica, desesperadora de se sentir feliz, mas não é amor. Amor é calmo, tranquilo, passivo. Amor é reação química da ocitocina (hormônio feminino) e vasopressina (hormônio masculino), atribuídos à sensação de segurança e de companheirismo.

1)      Par perfeito existe?

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Segundo os Matemáticos da Universidade de Genebra, há uma formula pra se ter maior taxa de felicidade e menor risco de separação: a mulher tem que ser 5 anos mais nova e 27% mais inteligente que o homem. O ideal é que ela tenha um diploma e ele não. Ou seja, pare de desdenhar as cantadas que recebe de pedreiros. Um deles poderia ser teu marido.

2)      Esgote suas possibilidades.

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Um estudo realizado pelos estatísticos John Gilbert e Frederick Mosteller, da Universidade Harvard, apontou que não temos tempo a perder. Se você já teve 5 namorados e se acha tão experiente quanto azarada quando se trata de relacionamentos, não entre em pânico. Uma análise provou que de 100 relacionamentos, apenas no 38º teremos mais chances de dar certo. Precisamente, 57% a mais de chances. Agora arrependa-se de ter julgado o estilo de vida da amiguinha que estava anos luz à sua frente tratando-se de experiências conjugais. Essa é a hora de admitir que ela estava certa. Bem, estatisticamente certa. O que é mesmo que nada, afinal, não somos exatos, não somos plenos. Até porque, estudos não levam em conta os esforços que fazemos pra ficar com alguém, as desculpas que criamos, os sentimentos que alimentamos.

3)      Homens são tão superficiais quanto mulheres são interesseiras.

tumblr_mh2w0stUJ61r0yq4zo1_500Meu plano é casar com um rico e então parar de trabalhar.

Eles só preocupam-se com beleza e juventude e, elas, com nível socioeconômico (ou seja, conta bancária também). Mas sabe o que é pior? Isso é independente do local, ciclo, cultura e casamento. Essa diferença realmente existe, afirma o psicólogo evolutivo David Buss, da Universidade do Texas. Minhas entranhas salpicam em fúria com essa tese. No entanto, contra a ciência não há argumentos. Os homens quando veem a amada ativam no cérebro a área do processamento visual, já a mulher aciona os circuitos relacionados a memória, motivação e atenção. Isso, pelo menos, explica porque é muito mais comum a gente ver mulheres lindas com homens feios do que o contrário.

4)      Você não vai conseguir um marido na balada.

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Eu sempre disse isso, mas é muito bom poder provar cientificamente que não sou apenas uma louca. 60% do romances surgem em lugares em comum, como trabalho, ciclo de amigos, faculdade. E 68% dos relacionamentos duradouros vieram de um amigo que se envolveu como cupido. Enquanto só 10% das relações que vingam se iniciam em balada. Eu estava certa o tempo todo. Beijem meus pés!

5)      Os feios amam mais.

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Um estudo feito em 2008 pela Universidade do Tennessee avaliou 82 casais e constatou que quando a mulher é linda e o cara é o cão chupando manga, os relacionamentos são mais harmonioso, tem mais segurança e companheirismo. Isso se deve ao fato de que eles tem algo que valorizam muito, a beleza, e procuram ser o melhor possível pra mantê-la. GENTE, ISSO FEZ TODO SENTIDO NA VIDA! SÉRIO! Eu nunca entendo minhas amigas lindas com caras horrendos e sempre penso “O que ela viu nele?”, mas na certa ele é algum príncipe vestido de sapo.

6)      Sexo leva à paixão.

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Infelizmente, o mundo não pode ser perfeito como eu imaginava. Não é possível, biologicamente, que você se envolva sexualmente com alguém e não aumente os níveis de dopamina, que provoca o romance. Além do quê, o orgasmo provoca a descarga de ocitocina e vasopressina. Como já dizia o ditado “amor de pica é o que fica”. Teste baseado nas conclusões da americana Helen Fisher, antropóloga da Universidade Rutgers.

Como termina essa história, todo mundo já sabe. Você fica compulsivo, distraído e obcecado pelo amado. Passa a comer menos, fantasiar mais, pensar sobre filhos, cachorro e papagaio, além de sentir-se eufórico, ansioso, quando sabe que vão se encontrar. Sinceramente, estar apaixonado dessa forma é fantástico. É como se, embora sua felicidade naquele momento dependa completamente de alguém, o sentimento que você nutre é tão forte que te preenche, te faz desejar que seja eterno, te faz calcular os passos pra que seja estável, te faz se moldar pra que seja verdadeiro.

A gente inventa a paixão pra se distrair, pra suprir essa dependência de algo que faça nossa alma vibrar. De uma certa forma, quem não tem muito com o que se ocupar, tem mais chances de ficar estagnado na mesma história pseudo-romantica. Manter-se ativo, ter planos, objetivos e todos os dias ergue-se pra eles é uma das formas de se desvencilhar da paixão ou esquece-la. Até porque, quando essa euforia acaba, esse sentimento esfria, esse coração se acalma, a gente pensa que nunca existiu.

Eu sei de uma coisa que faz a alma vibrar… Vodca!

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Fontes: Quimica do amor, Amor, o inicio, O amor é uma droga.

 

 

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Caiu na rede.

 

A manchete do jornal de ontem, hoje, é repassada com convicção por pseudo-adoradores da informação que esperam com os compartilhamentos o mesmo que andar na rua com uma melancia na cabeça. Surge uma nova subcelebridade repentina, desesperada por se consolidar em mais do que 15 minutos de fama. As gafes cometidas em programas ao vivo são imediatamente crucificadas pelas redes sociais, ora sendo intencionais e nos fazendo de fantoches e ora massageando nossa arrogância do saber. A comunicação nunca esteve tão afiada, acirrada e cercada. São novas formas de alienação, uma minoria movimenta o que será notícia e o que será esquecido. Ninguém está a salvo. Fato. Mas à medida que nos expandimos, nos conectamos, também nos perdemos. Você é algo além do que demonstra ser? Onde sua vida está acontecendo agora?

Esses dias recebi a foto de uma garota nua em um dos meus grupos. Normal. Francamente, eu já sei “tudo” sobre a vida dela sem nunca termos trocado um “Oi”. É do tipo exibicionista, que se envolve em escândalos, provavelmente por achar pouco o quanto involuntariamente estamos envolvidos – ou intrometidos – na vida uns dos outros. Tem gente que simplesmente gosta. Fazer o quê? E dava pra perceber que fizera as fotos com prazer – e para dar prazer. Foram planejadas, escolhidas a dedo. Ela, definitivamente, gostou de fazê-las. A questão é que ela foi notícia no decorrer do dia, assim sendo, surgiram várias teorias dos motivos pelos quais teria se exposto e se havia sido intencional. Até aí, tudo bem. Afinal, alimentamos nossas verdades absolutas de especulações e fatos distorcidos pra justificar nossa lógica. E durante esse processo surgem aqueles que se confortam com a informação mastigada, a ideia que vier de mão beijada, o comodismo de uma discussão que termine com “é, tens razão”. E surgem os formadores de opinião e, graças a eles, todo debate vale a pena.

Acontece que em meio a inveja de suas curvas e a premissa de seus atos, alguns questionamentos eu não pude deixar passar despercebido e já que tenho essa poderosa arma de destruição em massa comunicação em mãos, vou fazer bom uso dela.

“Por que ela mandaria fotos assim pra alguém?!”

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Por que ela NÃO mandaria fotos assim para alguém? Sejamos francos, todo mundo transa. Todo mundo gosta de sacanagem. Toda mulher é, ou a sete chaves esconde o desejo de ser, puta entre quatro paredes. Mas justamente por causa desse pensamento opressor de que mulher “direita” não deve se expor, ainda que seja para o parceiro, ainda que seja por tesão, ainda que seja porque simplesmente gosta de se exibir, que surge esse depreciativo conceito incumbido do suposto merecimento de tornar público. Para as mais conservadoras, essa ideia já está tão consistente que suponho que não consigam sequer terminar meu texto. Principalmente porque, honestamente, vai ficar ainda pior. Se você nunca parou pra pensar sobre isso, agora vai pensar.

Quem foi que disse que toda manifestação sexual deve ser promíscua? Qual o cara que não gostaria de receber fotos, vídeos, textos etc, da parceira? Qual a mulher que não gostaria de ser aquela por quem ele se excita – e excitar-se também – de todas as formas? Isso é independente de qualquer relacionamento estável, é alheio à intimidade e ao sentimento. Isso é tesão. E é natural, sim. E, sinceramente, bastante necessário em casos de relacionamento à distância. Não é à toa que a cada dia surge uma nova plataforma pra explorar esse lado safado nas pessoas. 61% das mulheres apreciam vídeos eróticos, assim como 89% dos homens. E apenas 6% dos casados com filhos fazem sexo todos os dias, a mesma estatística de casais que nunca fazem sexo. O índice de traição é maior em 52% das pessoas que admitem estar infelizes sexualmente.

Então, o que realmente falta é maturidade ideológica. Estamos acostumados com a ideia de sociedade que nos foi imposto, ensinado. Nos “adestraram” a aceitar sem questionar, punir sem ouvir, julgar sem se enxergar. A hipocrisia nos cega os olhos, tapa a boca e fecha as pernas. Você sabe das coisas que faz e, principalmente, das que gostaria de fazer se não tivesse tanto receio de ser descoberta. E por que esse receio? Bom, você não quer se tornar pública porque isso não é coisa de menina de família, não é?

“Ela mereceu que fossem publicadas!”

Como uma coisa liga à outra, justamente por conta do pensamento de que “mulher direita não se expõe, se omite” que atitudes de tremendo mau gosto e imaturas, diga-se de passagem, são levadas como uma punição justa. Gente, pelo amor de Deus, ninguém deve ser punido por sentir ou dar prazer. Ninguém deve ser punido porque enalteceram o normal e superestimaram a moral. Aliás, moral esta, que mais lhe serve como escudo do que como caminho ou escolha.

Eu não sei se a exposição foi consciente, mas geralmente as garotas fotografadas, filmadas ou simplesmente difamadas em rodas de amigos, nem sonham. Pior ainda é que lhes chegue aos ouvidos que foi justo, que ela mereceu. Quem mandou deixar? Quem mandou dar?

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A verdade é que esse provinciano pensamento é, infelizmente, cíclico. Ou seja, o mesmo cara que se gaba por enviar fotos de mulheres que pegou, vai sentir na pele – e na cama – as consequências dessas ações. Um cara desse não merece meu respeito, honestamente. E a tendência é que as mulheres se tornem encubadas, retraídas, refém do medo da exposição. E o homens tornem-se mais superficiais, mesquinhos, reféns da soberba da comunicação.

Pra que fique claro, eu não envio fotos a desconhecidos porque naturalmente também tenho medo de ser exposta dessa forma, afinal, duvido e muito da capacidade de sigilo da maioria das pessoas. Mas quer eu queira, quer não, eu já me exponho quando escrevo meus contos eróticos, e sei o peso que tem. Contudo, eu vou defender até o fim que cada um se expresse sexualmente da forma que quiser. E pra quem quiser. Francamente, se não houvesse tanta condenação e hipócrita mordaça acerca do assunto, as pessoas simplesmente fariam tudo que lhes desse na telha entre quatro paredes. Os fetiches seriam vividos e não só fantasiados. Isso não é utopia, é o famoso “tomar conta da sua própria vida”.

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10 segredos que os casais escondem.

Não tem ditado mais certo que aquele que diz “a grama do vizinho é mais verde” e com os casais não poderia ser diferente. Além da competitividade que há entre eles, todos, sem exceção, escondem uma série de segredinhos conquistados no dia a dia. Quando você é solteira, idealiza que vai acordar todo dia com café da manhã na cama, vai ter várias mensagens fofinhas pra se sentir amada ao longo do dia, uma cesta de chocolates na tpm, toda tolerância do mundo para seus abusos, todos os mimos de um domingo à noite, etc e tal. Mas quando a vida a dois se torna um, o encanto do casamento perfeito se quebra, o pavio curto vira rotina e o vinho tinto lota a geladeira – e a cabeça. Venhamos e convenhamos, se suportar a convivência consigo mesmo ao longo da vida não é fácil, quem dirá suportar conviver com outro ser humano igualmente mutável e instável! Seja esta uma ideia próxima a sua realidade ou distante, de uma coisa não podemos duvidar: vai ser foda! Alguns recorrerão a casa da mamãe nas horas de aflição, outros a um bar e outros ao cangote de outras negas. Tudo que cabe a você fazer é se adaptar, e como não é uma tarefa fácil, listei as mentiras que os casais contam pra que de antemão se acostume com a ideia de que relacionamento sério é hardcore. Você está pronta pra isso?

1)      Quem comeu minha pizza?

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Em primeiro lugar, se chegar a sobrar um último pedaço da pizza eles vão, sim, brigar por ele. E vai ter todo tipo de drama, valendo trazer à tona o mistério dos restos do peru de natal nunca solucionado. Vale ressaltar que as mulheres devem ficar mais atentas as brincadeiras ofensivas sobre seu peso justamente quando a pizza estiver chegando ao fim. E, ainda digo mais, se sobrar pizza vai ser de quem acordar na madrugada e for na ponta dos pés até a cozinhar comer. Não existe essa de guardei pra você. Inclusive, eu acho que isso é responsável pela famosa coincidência – ou azar e sedentarismo – dos casais que engordam juntos. A ânsia de comer antes e mais que o outro é tanta que eles acabam comendo mais do que geralmente comeriam só pra não perder a oportunidade.

 

2)      Vá tomar banho!

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Ser adulto é comer a sobremesa antes do jantar, comer só a parte recheada da bolacha. Dormir com a cama desfeita, acumular louça suja de um dia pro outro, beber todos os dias. Utilizar tampas de tupperware como pratos e potes vazios de geleia de mocotó como copos do dia dia. Ser adulto é ser dono da própria vida, certo? ERRADO! A intimidade matrimonial faz com que, inevitavelmente, eles tornem-se mães um do outro e digam coisas do tipo “Você tomou algum banho hoje? Você não vai deitar na minha cama com os pés desse jeito!” Ai, que saco! Toma Coca-cola no café da manhã e não pode sequer dormir suja se quiser?! Que diabos de liberdade é essa?! Por um mundo em que sejamos donos do nosso próprio nariz, assim como, das nossas toalhas!

 

3)      Lençol de casal é a pior coisa que existe.

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Sério! Casamentos acabam por conta disso. QUEM FOI QUE DISSE QUE O LENÇOL TEM QUE SER DIVIDIDO? Quem criou essa regra ridícula de aumentar o tamanho do lençol – sem que seja o dobro do tamanho de um lençol de solteiro, o que seria justo – e dizer que duas pessoas podem usar ele? Vão criar blusa de casal também? Calças de casal? De repente, agora todas as pessoas vão andar interligadas como se fossem obrigadas a dividir até o guardanapo 24 horas por dia, é isso? O resultado são noites piores do que cabo de guerra e manhãs de desapontamento e despeito. Toda mágoa do frio da noite anterior contidas na frase “Você pegou o lençol todo”, que traduzindo seria “Na próxima vez, eu te enforco, desgraçado!”.

 

4)      Falta de assunto.

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- Você viu que a Mônica…

- Vi sim.

- Lembra do Geraldo?

- Pois é, eu soube.

- Foi como daquela vez em que nós pulamos o muro da pousada e…

- E foram flagrados pelo segurança… Você já me contou essa.

- Porque, na verdade, eu acho que não foi culpa deles, já que..

- Eu sei, eu também acho.

- O que você quer jantar?

 

5)      Sonho da solidão.

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Conversas despretensiosas sobre uma certa liberdade de fazer coisas sozinho acabam surgindo com frequência à medida que o relacionamento se intensifica. Porque, vamos combinar, todo mundo gosta um pouco – alguns mais – da solidão. Às vezes, ela só quer cantar Sandy & Junior nas alturas e beber uma garrafa de vinho. Às vezes, ele só quer andar nu pela casa e beber cerveja. Às vezes, ela só quer um tempo com as amigas pra poder fofocar da vida alheia e assuntos que a fazem fútil, com muito prazer, em último grau. Às vezes, ele só quer a pelada com os amigos numa quarta-feira à noite pra desopilar melhor. Então, acontece que a solidão injustificada se torna um sonho distante, ou uma saudade. E pra não se comprometer com as perguntas investigativas do outro, tendem a simplesmente induzir uma solidão conjunta. Afinal, se um for passar a noite fora fazendo sabe lá Deus o quê, o outro também pode.

 

6)      O que é sexy?

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A não ser em casos que sejam extremamente vaidosos, as pessoas naturalmente deixam de se importar com a aparência no dia a dia. Não tem mais aquela ânsia de acordar mais cedo e passar uma maquiagem de leve e pentear os cabelos pra depois voltar pra cama e se fingir de bonita. Nem tem mais aquela preocupação em fazer a barba ou cortas as unhas do lado masculino. Intimidade é pra quem pode e, não, pra quem quer. Não é fácil pensar no amor quando acorda ao lado de um troglodita com bafo que, ainda por cima, quer transar com você. Sério! Mas isso, eventualmente, vai acontecer, até porque, não dá pra se preocupar com a aparência 24 horas por dia. E tem dias que um vai se achar horrível e pensar na sorte que tem de ter uma pessoa linda ao lado e vice e versa. Essa é a verdadeira rotina do casal. Ser sexy é coisa de datas especiais.

 

7)      Piadas internas.

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Você quer saber porque os casais tem praticamente um dialeto próprio? Alzheimer. Você achava mesmo que por trás de todo objeto que eles apelidaram tem uma história super emocionante? Tolinho. Eles nem sequer se lembram mais os verdadeiros motivos pelos quais apelidam tudo e todos, mas já que ficou mais fácil de lembrar assim, então continuam. A maioria deles também não se lembra em que data comemoram mês ou ano, portanto simplesmente inventam uma nova data especial. Afinal, o objetivo é somente comemorar ALGO e não a data em si.

 

8)      Dormir de conchinha é utopia.tumblr_li5gfiHuu61qb3t47o1_500

 

Daí você imagina que todos os dias vai ser aninhada da forma mais carinhosa, receber vários beijinhos no cangote e dormir agarradinha a noite toda, né? Mas a verdade é que será um festival de pontapés, uma disputa acirrada por quem fica com mais da metade da cama, uma briga inenarrável pelo melhor travesseiro. Quando não, justo no dia em que um deitar morto de cansado, o outro vai querer dialogar sobre a vida, os astros e todos os temperos gastronômicos do universo. Fora as alergias, os roncos, as tosses e as flatulências que, eventualmente, acometeram a rotina de sonhos.

 

9)      Intimidade fisiológica.

É, um sabe exatamente a hora que o outro precisa ir ao banheiro. Não, não tem mais encanto nisso.

 

10)   Namorada X Esposa

N: Seu estilo de se vestir é diferente.

E: Tá doido? Tá pensando que vai sair com esses trapos comigo?

 

N: Poxa, que pena que esqueceu meu suco, mas tudo bem. Fica pra próxima.

E: Filho da mãe! O que custava passar na porcaria da lanchonete e me trazer um suco?

 

N: Tadinho, você anda trabalhando muito…

E: Só quer saber de trabalhar, infeliz!

 

N: Você tá num bar com os amigos? Manda um beijo.

E: Você já tá bebendo com esses vagabundos no meio da semana?!

 

N: Você me deixa sem fôlego!

E: Você está me sufocando, desgraça!

 

N: Ele adora que eu seja decidida, sabe?

E: Ele diz que eu quero controlar a vida dele!

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7 motivos pelos quais ainda vale a pena se importar com o outro.

Tenho notado um certo apelo da razão em se sobrepor ao tempo. E uma ligeira teimosia das pessoas de se acharem superiores à qualquer envolvimento emocional. É bem confortável acreditar que o tempo te faz mais racional – talvez seja assim de fato – mas a verdade é que isso te exima do dever de se equilibrar na tênue linha da coerência. Estar mais velho não te faz mais sábio, assim como, ser mais racional não te faz mais maduro. Esse é o aval para os preguiçosos que esperam ter qualquer tipo de entendimento olhando a vida passar. É muito fácil lavar as mãos para as aflições dos caminhos opostos. O verdadeiro desafio está em ao longo dos anos, através das feridas, por cima das dores, manter sua emoção intacta, sua essência inalterada. Vamos combinar que não há nada mais triste do que tornar-se impassível, apático. E não há glória nenhuma em ser unicamente alguém que pensa e nada sente. Mas à medida que a idade pesa sob os ombros, o coração enrijece. Não é voluntário, eu sei. Mas também não é à toa. No entanto, se tornar alguém descartável é puramente uma escolha.

A verdade é que é um tremendo alívio culpar o tempo pelos desencontros e se afastar maldizendo a distância. Mas o nome disso é comodismo. Manter alguém em sua vida dá muito mais trabalho e exige que cumpra essa promessa meia boca de um encontro pra matar a saudade. Você realmente teria que ser a pessoa que acredita que é quando demonstra qualquer carinho fajuto ao ouvir o nome de alguém. E que na verdade não se esforça em nada pra dizer que lembrou dela. Como se contato funcionasse por telepatia, você se afaga na ideia de que fez sua parte e assim, antes que perceba ou na verdade se importe, se tornou uma lembrança boa, ao invés de alguém presente. E você deixou que isso acontecesse, não deixou?  Mas e se tivesse ligado quando ouviu aquela música e lembrou dela? E se tivesse dedicado um pouco do seu tempo à perguntar com real interesse como vai a sua vida? E em meio a tantos “e se” se perdeu o afeto, o interesse. Se perdeu no tempo.

Se importar com alguém é um desafio diário. É a prova de que, na verdade, ao contrário do que querem lhe fazer acreditar, o sentimento é atemporal. Você pode se tornar seletivo, sem se tornar descartável. Você pode implicar a ponderação, sem se tornar indiferente. No final das contas, sempre vale a pena ser um colecionador e, não, só parte do esquecimento de alguém. Por via das dúvidas, que os motivos abaixo lhe sirvam como lição ou, pelo menos, incentivo.

1)      Você não individualiza a felicidade.

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Ser feliz pelo outro é uma das melhores maneiras de se sentir feliz. Concentrar toda sua satisfação em si mesmo, nas suas próprias conquistas, não só te torna totalmente responsável por fazer da alegria uma constante, como te faz um medíocre solitário.

 

2)      Você mensura os efeitos de suas ações à alguém.

Há bilhões de formas de interpretações de uma única atitude e, sinceramente, de boas intenções o inferno está cheio. Ficar atento as consequências é, acima de tudo, um sinal legítimo de respeito. O grande problemas das pessoas está em avaliar, simplesmente, até onde são afetadas. Tão egoístas quanto cegas, ignoram o efeito dominó. Ampliar sua visão é também se pôr no lugar do outro. Isso não é apenas pra te ensinar a ser altruísta, é pra te lembrar como ser humano.

 

3)      Descobre o verdadeiro tamanho da importância.

O que é importe pra você pode não ser – e provavelmente não é – de igual influência para outro. Você aprende à respeitar as diferenças, valorizar as gotas quando se fizerem tempestade pra alguém. Mas, sobretudo, entende que cada um tem o fardo que suporta carregar e não lhe cabe o direito de julgar o peso.

 

4)      Adquire prioridades reais.

Não vai mais fazer amigos por conveniência, manter conversas por empatia, nem parceiros por semelhanças. Quando alguém te importa, você valoriza quase que de forma natural as suas verdadeiras qualidades. Trata-se do caráter, da personalidade, da índole. Enxergar alguém como ela realmente é e, não, como aparentemente demonstra.

 

5)      Aprende a ouvir.

Uma grande verdade é que toda conversa vale a pena. Nem que seja pra te deixar confiante de que não concorda com nenhuma palavra que ouviu, vale a pena. Principalmente, aquelas que te farão discordar, arrancar os cabelos, se encher de raiva, são as que lhe farão pensar mais e inevitavelmente te ajudarão a consolidar sua opinião. Qualquer pessoa tem algo de bom a te ensinar, ainda que deixe um rastro de mágoas. Pra quem não nutre rancor lhe sobra aprendizado.

 

6)      Aprende a aceitar suas derrotas.

Desmitificando o ditado “enquanto um chora, o outro ri”, é louvável a capacidade de não se ater à suas falhas diante das vitórias do outro. Reconhecer em alguém os motivos pelos quais o fizeram estar numa posição melhor do que você, ou ser promovido no seu lugar, é ser humilde no ponto mais alto da palavra. Afasta qualquer despeito contido na arrogância da vitória.

 

7)      Se desfaz de suas obrigações.

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O que não lhe custa nada, não lhe custa nada mesmo. Portanto, esqueça essa ideia de que suas ações tem partes dispostas e que sequer há uma obrigação sua perante elas. Faça tudo que estiver ao seu alcance, faça além do que manda o figurino. Faça, simplesmente, tudo que não lhe custar nada. Relacionamentos não tem que ser uma troca justa de favores, não tem que ser o famoso “uma mão lavando a outra”. Tem que ter suas atitudes feitas por completa satisfação em executá-las. Tem que ter a tranquilidade de fazer tudo que podia pra tornar algo melhor, pra se fazer melhor e pra ser melhor pra alguém. Principalmente, pra que seja merecedor do melhor que puderem fazer por ti também.

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Tudo que sei sobre a vida aprendi com meu cachorro.

Há cerca de 5 anos, eu ganhei de um dos meus melhores amigos um presente que mudou a minha vida. Assim veio a Maya, de roupinha rosa, carinha de pidona e andado torto. (foto acima)

Obviamente, minha mãe foi a primeira a vetar, maldizer, implicar com ela. Mas nós persistimos; eu com minha prepotência exagerada e a Maya com seu carinho demasiado. Logo de cara aprendi uma das mais valiosas lições que tenho na vida: pra todo mal que te fizerem, retribua com o bem. Não há maldade que se apodere de um coração puro. E pouco a pouco, inevitavelmente, todos foram se apaixonando por ela. A Maya reconstruiu as relações da nossa casa, me uniu com minha irmã, me tornou amiga da minha mãe; ela definitivamente mudou as nossas vidas.

Eu tento não falar dela tanto quanto eu gostaria porque eu sei que nem todas as pessoas tem a capacidade de entender o que eu sinto. E, sinceramente, lamento por elas. É um sentimento tão forte, tão forte, como nunca senti algo parecido na vida. É um desespero de cuidar, de proteger realmente estarrecedor. É uma paz em vê-la acordar todos os dias, em ouvir a pressa de seus passos quando eu chego, em sentir sua alegria em me ver, francamente, inenarrável.

Hoje, eu vou escrever para quem entende o que eu digo, e pra quem infelizmente perdeu cedo demais um grande amigo. Hoje eu vou escrever pra quem aprendeu a amar com quem melhor ensina.

1)      Desfaça-se de seu orgulho.

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Sabe quando dizem que quanto mais você esnoba, mais o cachorro fica no seu pé? É como se ele não tivesse um pingo de amor próprio. Mas, não, o que ele não tem é qualquer orgulho. O orgulho pode ser destrutivo pra uma relação duradoura porque, se pararmos pra pensar, isso nada mais é do que fazer birra, coisa de gente mimada, sabe? Pense em quantas coisas boas, quantas oportunidades e quantas pessoas você já perdeu porque não quis, simplesmente, dar o braço a torcer. Ter seu ego ferido, às vezes, compensa. Você se conhece, se confronta, se entende. As coisas que você aprende sobre si mesmo e sobre o mundo ao seu redor quando resolve engolir a seco valem a pena. Quem se acha sempre certo, inalcançável, ainda não aprendeu a colher os benefícios de seus percalços. Baixe a guarda, erga o peito, dê a cara à tapa. Você não vai encontrar uma relação que tenha sido bem sucedida sem que um dos dois, ou ambos, tenham posto o orgulho de lado em prol de algo maior. Se doer, tudo bem, porque vai passar.

 

2)      Rancor não te leva a nada.

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Se eu brigar com a Maya agora, em 5 minutos ela já vai estar implorando pelo meu carinho de novo. Ela é incapaz de guardar mágoa, incapaz de se ressentir. Ela confia e acredita que qualquer demonstração minha de afeto é verdadeira. Mas o mais importante não é isso: ela me ensinou a não guardar rancor. Quando ela me desobedece e me tira do sério, eu simplesmente não consigo nutrir a raiva por mais que alguns minutos. Não consigo! Eu a amo tanto, mas tanto, que aquilo não vai passar de um minúsculo obstáculo, um pequenino contratempo. Já perdi óculos, sandálias, roupas e até minha carteira de trabalho por conta de sua mania que comer tudo que via pela frente quando era filhote e, nem por um segundo, eu consegui me manter furiosa. Não vale a pena. Por ela, nenhuma mágoa vale a pena. Só consigo lembrar do quanto ela me faz feliz e que se eu tivesse que perder o mundo pra me sentir assim de novo, perderia. Se você puder adequar esse “fator de relevância” em outros aspectos da sua vida, garanto que será muito mais feliz. As adversidades assim que ocorrem tem um peso gigante sob nossas costas. Nos sentimos frustrados, cansados, quase injustiçados divinamente, mas respira. Res-pi-ra! O que é um tremendo fardo pra você nesse minuto, amanhã já será passado. Se ater ao que não podemos controlar ou aos empecilhos do dia a dia, de modo a torna-los denominadores de nossas tristezas, é realmente desgastante. Leve a vida leve!

 

3)      Perdoe, acima de todas as coisas.

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Eu posso ter acabado de brigar com a Maya, mas se eu chama-la carinhosamente ela já se joga em meus braços. Ela me perdoa até quando eu mesma estou errada. Ela me perdoa sem sequer compreender a nossa diferença nas falhas. Ela me perdoa tão puramente que me pressiono pra ser merecedora desse perdão. Perdoar não é unicamente bom pra quem sente, se livra da mágoa. É um dos poucos sentimentos que bate no outro e reflete. É como diz o ditado “gentileza gera gentileza”, sabe? Quando você pede perdão a alguém é impossível que ela mantenha a guarda suspensa e não se sinta também envergonhada por coisas que fez ou disse. É impossível que ela não pense sobre suas próprias atitudes e, se ela se trabalhar pra engolir o orgulho, vai entender como as desculpas tem poder.

 

4)      Acorde com bom humor.

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Pra mim, absolutamente todas as pessoas que se dizem mau humoradas pela manhã ou dizem detestar alegria matutina, além de fazerem questão de aparentar esse estereotipo ranzinza, nunca acordaram ao lado de um cão. Sério. Quando eu sei que meu dia vai ser puxado, difícil ou tenho que acordar muito cedo, é natural que eu me maldiga um pouco. Mas quando eu abro o olho e vejo um ser que só em me ver acordar pula da cama, balança o rabo e me “abraça”, eu não consigo manter qualquer chatice. A Maya todos os dias dá um bom dia desesperadamente feliz pra todo mundo aqui em casa. Ela faz questão de mostrar o quanto esperava que você acordasse por mais um dia, o quanto precisa de você acordado por mais um dia. Ela te dá um incentivo de palestras motivacionais só em se fazer presente com carinhos e mimos ao lado da cama. Não tem pra abuso matinal com um cachorro do lado.

 

5)      Não espere pra dizer o quanto ama alguém.

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Uma das coisas mais legais é você perceber a repetência das atitudes diariamente. Ela não sabe se quando a gente cruza a porta vai ser a última vez que vai nos ver ou se fomos somente deixar o lixo, então, ela não perde tempo em mostrar que nos ama, que vai sentir nossa falta, que já está com saudades. A Maya nasceu sabendo que a vida é curta e imprevisível, que o hoje se torna ontem muito rápido e que somos tão frágeis quanto efêmeros, ela não espera até amanhã pra demonstrar que nos ama. Ela não espera ser necessário, ser eterno. Ela não deixa passar em branco nenhum dia, nenhuma batida na porta. Ela já aprendeu que não pode controlar o tempo e tampouco as pessoas ao seu redor, mas pode fazer com que elas tenham motivos pra voltar.

 

6)      Sabedoria é ouvir e, não, falar.

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Às vezes, tudo que você precisa é de alguém que esteja do seu lado. Só isso. Você não quer ouvir “eu te avisei” e nem conselhos infundados. Você apenas quer saber que não está sozinho. E o mesmo serve pra ser com os outros. Ouça, ouça, ouça de novo. É uma característica louvável nos homens, de puro altruísmo das mulheres e de naturalidade dos cães. O conforto que você precisa nem sempre vem das palavras mas, sim, do silêncio.

 

7)      Respeite as diferenças.

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Os animais simplesmente não enxergam-se como desiguais. Não tem essa capacidade de distinção e tampouco a arrogância de se acharem melhores que outras raças. Eles divertem-se com as diferenças, aprendem com elas, não se cobram qualquer competitividade. Eles já sabem que não precisa haver uma explicação – biológica ou moral – para que os outros sejam geneticamente ou opcionalmente diferentes. É natural.

 

8)      Supere-se todos os dias.

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Quando ela era bem pequena todos os dias tentava subir na minha cama. Mais de uma vez por dia, inclusive. Eu achava lindo, mas não a ajudava. Eu queria vê-la se esforçar, tentar, cair e tentar de novo. Todo os dias, sem exceção, ela tentou. E quando conseguiu foi obviamente recompensada com a cama quentinha, a minha que se tornou nossa. Ela não se enxergava incapaz, não media racionalmente que seria impossível devido à altura da cama. Ela tentava, simplesmente. E assim, sem que pudesse ouvir que não conseguiria, um dia naturalmente conseguiu.

 

9)      Se nada der certo, faça cara de pena.

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Sempre funciona. Aposto como ela pensa “Humanos…pff! Trouxas!”

10)   Você não é dono de nada.

anigif_enhanced-buzz-12947-1392050723-4Um cachorro não liga se você é rico ou pobre, estudado ou analfabeto, inteligente ou lerdo. Dê a ele seu coração que ele lhe dará o dele.

Desapegue-se da ideologia de que algo tenha que lhe pertencer. Não tem! Você é um ponto no infinito do universo igualmente insignificante a qualquer outro. O que você diz possuir na sua conta bancária, na sua roda de amigos, no seu apartamento, não representa absolutamente nada perante a magnitude do universo. É simples. Desapegue-se de teus valores materiais e morais na amplitude do que te cerca. Há muita coisa lá fora, há muita gente lá fora. O que quer que você ache que te pertença não passa da tua ínfima visão de mundo. Um cão não é ensinado a andar ao seu lado sem coleira, ele aprende naturalmente porque ele quer ESTAR ao seu lado. Você pode, claro, adestra-lo e se satisfazer na premissa de que ele o tem como dono ou você pode liberta-lo e entender que, na verdade, ele o segue por amor. Não somos donos de nada, nem de ninguém e tampouco há qualquer valor em citar os bens materiais que colecionamos ao longo da vida. O que realmente nos define são aqueles que escolheram nos acompanhar, que conquistamos a fino trato. De graça. Nós só nos tornamos mais que um grão de areia nesse universo que é a vida se formos, de alguma forma, responsáveis por cativar alguém.

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