Eu estou bem

30 out

bem

Juro. Pensei que não suportaria aquele golpe quase mortal que ele me deu. Jurei que ali seria o meu fim. Ao menos era assim que eu costumava pensar nas nossas costumeiras brigas; “se ele me deixar, morro. Juro, eu morro.” Não conseguia imaginar uma vida sem ele. Falava para mim mesma “nunca o deixe ir”.

Assim, eu sempre abdicava dos meus quereres pra vê-lo feliz. Eu sempre cedia aos nossos desentendimentos. Parecia um plano infalível para nunca o ver partir; jogar fora todos os meus desejos e vontades em troca dos dele.

Aparentemente, meu plano infalível fora arquitetado pelo Cebolinha.

O plano falhou.

Naquela noite de setembro, a sutileza do vento desgrenhava o meu cabelo; mas não me importava, meus olhos o viam e isso já era suficiente. Naquele banco a beira mar, sentados, eu e ele; as ondas pareciam preguiçosas, a lua triste, as poucas árvores pareciam me confidenciar algo. – Eu devia ter previsto.

O ponto de início da nossa relação, mesmo lugar do primeiro beijo, fora o mesmo usado para enterrar o nosso amor.

Acredito, foi possível sentir o cheiro do sangue derramado quando ele arrancou meu coração. Em meio a toda aquela tempestade de palavras, por ele pronunciadas, apenas algumas me foram compreensíveis: “a outra”, “melhor do que você”, “você nunca será”, “adeus”.

Não entendi o porquê daquilo.

- Outra? Deus, o que eu fiz para merecer isso? Eu sempre fiz tudo do jeito que ele pediu. Sempre. Agarrei- me a culpa de todas as nossas brigas mesmo sendo inocente. Onde? Como eu errei? Como?

Não sei. Ele só partiu e eu fiquei; estática, imóvel. Aquele momento foi indigesto, amargo, quente, pesado demais para as minhas entranhas. A sensação de vazio tomava posse do meu corpo, sufocava. – Nada poderia ser tão intenso?

Quando, enfim, me percebi sozinha; olhei ao redor. Será que alguém presenciou o fim da minha vida? Também não sei, devo ter ficado invisível à ausência dele.

Sorte minha que o caminho para casa é o único que não se esquece. – Ah, Deus. O caminho que por tempos percorremos de mãos dadas, tive de fazer sozinha.

Eu só queria chegar ao aconchego do meu quarto, desabar e esperar a morte vir me beijar. Parecia que quanto mais passos eu dava em direção ao meu fim, mais distante ficava. Eu sabia que no momento que eu cedesse ao que me sufocava, iria me perder em meio a dor.

Minha casa, meu quarto, meu travesseiro, algo tinha que ser meu.

Eu, como um vulto, adentrei minha casa em direção ao meu quarto, abarrotado de fotos, corações e declarações. Eu insistia em deixar o nosso amor escancarado.

Deitei. Respirei. Não chorei.

- Como assim? Onde estão minhas lágrimas? Cadê o meu fim? – Eu ensaiei isso. Eu sabia que no dia que ele partisse, eu morreria -. Cadê a dor de perder. Cadê?

- Lágrimas escorram, a vida acabou!

Respirei mais fundo, dessa vez chorei…de alívio. Não era dor o que eu estava reprimindo, era alívio.

- Meu Deus, nunca foi tão fácil respirar.

Respirei ainda mais fundo…sorri.

- Não isso não fazia sentido. Ele me traiu. Trocou-me por outra, porque não dói? – Dor, eu deveria sentir dor.

Fechei os olhos e apenas senti. Sim, era alívio.

A preocupação em ser perfeita e de nunca o perder, fez eu esquecer de mim mesma. Agora eu podia ver. Sorri e em meio às lágrimas de alívio, disse: “Meu Deus, eu estou bem!”. As palavras eram como soluços em meio à descrença daquele momento.

Não sei ao certo quanto tempo se passou, ocupei – me demais com o alívio que queimava e voltava a pulsar minhas veias.

Talvez tenham passado alguns dias ou outros tantos mais. Eu não me importei com os comentários. Todos sabiam que eu fui trocada, mas isso não me afetou.

Mais outros tantos dias, eu a vi com ele. Não doeu. Eu só pude pensar: “Meu Deus, eu estou bem” – ainda incrédula.

O fato é, ocupei- me demais em ser o melhor para ele, então deixei de observar que eu já não o queria. Foquei tanto no meu plano insensato, que me esqueci de olhar os tantos defeitos dele e tais defeitos não condiziam com os meus. Presa à ilusão de não poder viver num mundo onde eu não o tivesse, fui tola. Tola de não perceber que o fim já tinha chegado e passado. Então fui golpeada de maneira cruel, mas não doeu. Meu inconsciente sabia que aquilo era o melhor para mim.

Agora, ele me ver bem. Ele não acreditou que pude me recuperar tão rápido. Mas não houve recuperação. Foi um despertar. O golpe me despertou da doce ilusão que éramos nós dois. Embora, há tempos, havíamos deixado de ser dois e eu passara a sustentar todo o peso da nossa relação unilateral. O golpe rompeu as amarras que eu criei para nós, desfez o fio tênue que me ligava a ele e refez o elo comigo mesma.

Agora ele me ver bem e me quer de volta.

Não! Não mais.

Respirar nunca foi tão leve, sorrir nunca foi tão verdadeiro, estar bem nunca foi tão simples. É intrigante até para mim… Eu estou bem!

leilane

ESTÁ NO ar! – Pegadinha do telefone

29 out

Silvio Santos tremeu nas bases e Carlos Alberto de Nóbrega passou a madrugada me ligando. Gente, me deixem! hahaha

Essa semana rolou a pegadinha do telefone. Não tenho justificativa pra isso, além de que tenho 12 anos.

 

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As mentiras que os homens contam pra te levar pra cama.

28 out

A maioria das histórias que eu ouço começam com “estávamos ficando” e termina com “ele sumiu, do nada. Nenhum homem presta”. E eu sempre fico me perguntando POR QUE quem aparentemente some são os homens.

Vou exemplificar:

Você conhece um cara, ele tenta ficar contigo. Vocês não ficam, mas trocam contatos. Vocês passam a conversar e combinam de sair um dia. Vocês saem, vocês ficam. A não ser que ele tenha te composto um poema e recitado em público, te levado um buquê de rosas, te feito rir a noite inteira, te exposto seus planos de vida, te elogiado a toda hora, te contado alguns segredos e vocês tenham uma química carnal osgarmática-espiritual estratosférica, não foi nada demais.

E digo isso porque as chances de ser algo totalmente incrível e estarrecedor nos primeiros encontros são mínimas. Então, por favor, aqui sejamos racionais. Tenha em mente que tudo que você sabe sobre ele foram as coisas – que incluem a personalidade também – que ele deixou transparecer nos dias de conversa já visando te conquistar. Inconscientemente ou não mentiras ensaiadas pra soarem perfeitas. Veja bem, não digo isso pressupondo que todo homem seja mentiroso e toda mulher vítima. Muito pelo contrário, incluo as mulheres nessa. Ou seja, não adianta se dizer cem por cento íntegro nos primeiros contatos porque até a sua ideia de integridade é medida pelo o que PODE contar e DEVE omitir. Honestamente ninguém conhece alguém dizendo “Oi, sou Fulano. Tive um relacionamento de anos, mas terminou porque traí minha ex com a melhor amiga dela. Você gosta de batata?”.

Então, continuando: não foi nada demais, mas ambos gostaram da companhia um do outro e querem repetir. O que acontece agora? Há duas vertentes que se fundem facilmente tornando quase impossível o discernimento de suas diferenças: 1) a mulher não vai atrás por orgulho, 2) a mulher não vai atrás pra não se mostrar interessada demais. Claro que se falarmos da possibilidade dela ir atrás dele no dia seguinte não é preciso de entrelinhas pra dizer que ela está afim. Mas como isso corresponde a, sei lá, um por cento das mulheres não vou sequer entrar nesse quesito.

E daí, ela espera. Isso mesmo: espera. Espera que ele tenha gostado bastante dela, espera que tenha a achado bonita, magra e inteligente. Espera que tenha visto nela alguém pra namorar, espera que ligue, que mande notícias ou um sinal de fogo de que SIM, ELA FOI APROVADA, e vai ter direito a mais um encontro. Você pode pensar que espera porque é o papel do homem ir atrás, mas eu não encaro dessa forma. Acho que você espera porque não tem coragem de admitir que PODE ser rejeitada.

E quando ele vem atrás é aquela maravilha. Você mal pode esperar pra saírem de novo e de novo e de novo e de novo até que chegue ao ponto de que poderá pressiona-lo pra namorar. Ok, vamos supor que você não queira namorar, mas você quer que ele queira namorar contigo. É como as coisas funcionam, então, o resultado é o mesmo. Isso quer dizer que por receio de não estar dentre a categoria “garotas para namoro” segue à risca a regra dos X encontros antes de dar. Ou seja, esperar para dar é como se fosse um castigo por causa da conduta masculina, onde os justos pagam pelos pecadores. Mesmo aquele cara que não tem a ínfima mentalidade de que prazer tenha relação direta com caráter acaba sendo injustiçado pelas atitudes de seus conterrâneos. É a vida.

Um dia, quando decide que ele já fez pontos suficientes no seu placar mental do coito, você dá.

E espera.

Resumindo, se ele aparecer nos dias seguintes, ele ainda está interessado em você, ele presta, ele é um bom sujeito, ele é do bem, ele pode ser seu amigo, ele veio pra salvar a Terra, acabar com as guerras e resolver o problema da seca. Ele vai te levar à sério, vocês vão namorar, casar e ter dois filhos.

Se ele não aparecer, vulgarmente falando: ele só queria te comer.

Acontece que quem foi que pôs a peteca na mão dos homens? Por que o “futuro” da relação, digamos assim, depende das atitudes dele? Por que seu julgamento sobre si mesma, sua conduta e sua moral, dependem da forma como ele tratou?

Sabe, particularmente eu acho que existem homens que servem pra namorar e homens que não. Eu não espero de ambos a mesma consideração porque eu não acho que eles MEREÇAM a mesma vinda da minha parte.

A ligação que você espera no dia seguinte, VOCÊ DARIA?

Se você fosse aquela com o suposto dever social de “aparecer”, você apareceria pra TODO cara que já ficou na vida?

Gente, sinceramente, eu não. Uma das coisas que mais me assusta é pensar em tomar café da manhã com aquele cara. Quer dizer, pensa bem, em uma festa tomando alguns drinks, ou sei lá, em um ambiente mais descontraído é muito fácil se interessar por alguém ou até dar cabimento sem interesse (eu sei o que você faz, hein). Mas e no dia seguinte? Como se imaginar com aquela pessoa ao lado sem o pânico de pensar “onde é que eu estava com a cabeça?”

Pois é, existe o outro lado, sabia? Às vezes, você está tão preocupada em ser merecedora desse feedback positivo vindo dele – que eu acho que mais sirva pra se auto afirmar como pessoa – que não para pra pensar se ele também é alguém que ela gostaria de ter ao lado. Eu vejo muitas mulheres namorando por namorar, porque o cara quis. E também vejo muitos homens namorando porque querem estar namorando e acharam que Fulana era dessas que merecem o título. Sem qualquer sentimento envolvido em ambas as partes, os dois se dizem felizes com sua escolha. Vai entender…

Em outras palavras, esse conhecido chá de sumiço aplicado pelos homens só é nocivo a quem se vê como vítima. Honestamente, também não acho que seja o suficiente pra concentrar o peso do caráter dele associado aos méritos dela. Não entendo bem porque se admitir como alguém que “não quer nada sério agora e só quer curtir o momento” também te tacha como quem não presta, francamente. Logo, não entendo porque não há honestidade no início dos relacionamentos. Todo mundo quer estar entre os “prestáveis”, ainda que precise mentir, manipular, esconder, distorcer e qualquer outra artimanha utilizada pra esculpir a imagem de santo. O que eu vejo é uma porção de casais ocos, que seguem o fluxo, se acusando de seus deslizes e se esquecendo de que ninguém tem mais idade pra brincar de casinha, nem qualquer necessidade de viver em uma mentira.

Realidade utópica é aquela em que ela dá de primeira se quiser e isso não muda o interesse dele. É aquela em que ela liga no dia seguinte e o convida pra sair e não é vista como atirada. É aquela em que ela fala abertamente “olha, EU não quero nada sério, por favor pare de me ligar”. É aquela em que ela recusa o pedido de namoro porque não tem qualquer sentimento por ele e nem sente a necessidade de nutri-lo. É aquela em que ela não espera o interesse dele no dia seguinte porque isso não altera seu julgamento de si mesma. É aquela em que ele não vê precisão de dizer coisas que ela gostaria de ouvir com o intuito de leva-la pra cama. É aquela em que não existe, simplesmente, esse duelo de egos.

Sabe, talvez, eu ande dando uns conselhos errados por aí ao ouvir histórias como essa. Não me levem a mal, nem sempre consigo entender porque há tanto trabalho em se conquistar alguém e nenhum esforço em ser você mesmo.
Você não sabe a sorte que tem quando naturalmente se apaixona por alguém.

 

Tudo por um namoro.

22 out

Eu disse a ela que as pessoas não mudam por alguém, elas mudam por elas mesmas quando entendem que precisam – ainda que de forma inconsciente. Disse que, às vezes, traços de sua personalidade correspondem ao seu caráter e, não, a uma fase. Disse que toda história tem seu início, meio e fim, e por mais que a gente queira não há como prever seu tempo. Disse também que, às vezes, a gente se contenta com pouco achando que é o melhor que podemos ter, mas nem toda escada pode ser feita de topo. Uma pitada de ambição não faz mal. Eu disse a ela que a maior mentira que já lhe contaram é que somos feitos de metades numa constante busca de se encontrar em outro alguém.

Inacreditavelmente, ela concordou comigo. Talvez estivesse mesmo cansada de tentar, de dar corda no velho relógio que ditava quanto tempo já haviam perdido em discussões. Talvez estivesse mesmo precisando ouvir isso em voz alta, ainda que sequer tenha tido coragem de repetir em seu próprio tom.

Semana seguinte nos encontramos no supermercado. Ela estava com ele e me fitou de olhos baixos, sorriso tímido. Fui ao seu encontro, abri os braços, falei do tempo, dos meus planos para o final de semana e o cumprimentei com dois beijinhos e um trocadilho sobre futebol, como sempre. Percebi que a barreira que ela havia criado se desfez. Acho que sentiu-se aliviada por eu não perguntar o que tinha acontecido. Acho que pra ela, ao vê-los, eu já teria entendido o que se passava entre eles. Pra ela, possivelmente todo amor que criara numa escala de quatro paredes podia ser medido pela frequência de seu Instagram. Eu não precisava perguntar, de fato. Sinceramente, eu já sabia.

É culpa dos nossos vinte e tantos anos. Nos tornamos condenados, condicionados. A cada ano que passa aumenta nosso desespero e a expectativa diante de um “oi”. Será que é ele? Quando virá aquele que irá mudar nossas vidas? Quer dizer, vai vir, não vai? Não há nenhuma possibilidade de nos tornamos a nossa tia solteirona do bingo, não é? ALGUÉM tem que mudar essa história.

Diminuímos as exigências de boa conduta, de gostos semelhantes, de condição financeira, de prospecção de família, mas sobretudo, diminuímos a esperança. Vamos nos adaptando no mau sentido, diga-se de passagem. “Tudo bem se ele é ateu e eu católica, posso conviver com isso. Tudo bem que ele é de esquerda e eu de direita, só temos eleição de quatro em quatro anos. Tudo bem se ele é carnívoro e eu vegan, talvez ele possa aprender comigo. Tudo bem que ele queira criar raízes e eu viajar pelo mundo. Quer dizer, ele é bom pra mim em outros aspectos; é isso que realmente importa, não é?”

O que realmente importa é o que é importante pra você. Pode ser uma besteira vista por outros olhos, pode ser subestimado, pode ser, inclusive, mudado. Pode ser o que for, mas o que quer que seja é um fator imprescindível pra determinar quem você é nesse momento e quem você quer ser daqui pra frente. De fato, às vezes, nossas prioridades estão equivocadas, não no ínfimo ponto de vista a qual nos expomos – ou seja, dos outros – mas diante dos nossos próprios planos, sonhos e expectativas futuras. É claro que nos adaptamos, nos moldamos, nos refazemos e, muitas vezes, isso tem relação direta e indispensável da pessoa que estamos juntos. O que nos leva a duas vertentes dos relacionamentos: o aprendizado e o trauma.

A verdade é que mesmo sendo completamente flexíveis, algumas batalhas simplesmente não valem a pena. Principalmente aquela em que você se força a gostar de alguém pelo medo de terminar sozinha. Até porque o MELHOR que pode acontecer é você se apaixonar por alguém que não condiz em nada contigo, com seus princípios, seus valores, tampouco com sua ideologia. Mas “se focar nessas coisas te fazem fútil. Você tem que aprender a gostar de quem gosta de você e, não, esperar por quem você goste.”, eles dizem. Já imaginou quão ruim seria desistir de si por querer alguém? Sabe, isso não é muito diferente de quando existiam casamentos arranjados. Os noivos se conheciam no altar e aprendiam a gostar um do outro com o passar dos anos. Faziam isso porque deviam, porque queriam, e não porque isso os faria feliz. Talvez, naquela época, a felicidade sequer entrasse nos planos de uma vida inteira. Mas se nos condicionarmos a estar com alguém pela falsa necessidade que nutrimos de TER alguém do que isso se diferencia desse tempo?

Não sei, acho muito medíocre o contentamento de meia vida, meia história, meio amor. Acho triste a desistência pela busca, pelo novo, pelo amanhã. Acredito que podemos nos apaixonar centenas de vezes, que isso depende da nossa própria disposição, da nossa força de vontade, e não, de um punhado de receio por não acompanhar o calendário que nos impuseram. A estabilidade que fingimos gostar é traiçoeira, nos faz acomodados, conformados. Honestamente, não entendo pra que tanto desespero em se ter um namorado pra chamar de seu, quando se esquecem de ter um amor pra chamar de próprio.

Sabe a minha amiga? Pois é, engravidou, vai casar. Não duvido que isso seja o que ela sempre quis: ter uma família, tudo conforme manda o figurino. Na verdade, arrisco dizer que é isso que a maioria das mulheres querem, inclusive, eu mesma. Mas o que ela talvez nunca saiba é que não tinha que ser com ele. Nunca teve. Desnecessariamente, ela o escolheu e persistiu. É culpa dos nossos vinte e tantos anos. Nos achamos velhos demais para recomeçar e jovens demais para desistir de quem não nos acrescenta.

ESTÁ NO AR! – Saiba como stalkear alguém

22 out

Saiu o segundo vídeo do Manual do Borogodó!

Me digam se vocês estão gostando e o que querem ver porque eu tô me divertindo muito fazendo ele.

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Compartilhem, curtam e me amem.

Mamãe ama vocês! <3

Ana Clara e Rodrigo.

21 out

Essa é a história de Ana Clara e Rodrigo, mas não é uma história pra quem acredita em destino.

Dentre todas as cidades, dentre todos centros empresariais, dentre todas as agências de publicidade, dentre todas os andares, dentre todos os setores, dentre todas as salas, Ana Clara, em seu primeiro dia, sentou na mesa ao lado de Rodrigo. E dentre todas suas possíveis reações com a presença da novata, ele a recebeu com um sorriso. Que sorriso! Diz ela que quando o viu de bochechas vermelhas e olhos comprimidos já soube: era ele. De alguma forma, era ele. Rodrigo havia despertado um sentimento em Ana Clara que alguns chamariam de paixão. À primeira vista mesmo, sabe? Nua, crua, quase imaculada. Outros, quem sabe, chamariam de imaginação.

Há quem não acredite que essa paixão de fato exista, mas não Ana Clara, ela cegamente acreditava. Aliás, de tão cega que se fazia já havia se apaixonado por qualidades que nunca viu. O que tornava louvável seu terrível esquecimento que a levava a insensatez romântica. Você sabe, isso não é de todo ruim, afinal, se você nunca tivesse se esquecido da sua primeira decepção como encontraria forças para se apaixonar de novo? Então, podemos dizer que era essa paixão que movia Ana Clara a um ponto de, muitas vezes, ela perder o controle da própria vida.

Contabilizando foram três cafés nos intervalos, um happy hour na sexta feira, dois encontros casuais no elevador e uma carona numa noite chuvosa. Mas, para Ana Clara foram dois meses. Dois incríveis meses em que ela o conheceu melhor, que soube que ele também adorava The Rasmus e lia Fitzgerald na fila do banco, que coincidentemente frequentavam o mesmo bar há anos e nunca sequer tinha se visto. Ana Clara logo imaginava que não era pra ter sido antes, não devia ter sido antes. Tinha que ser agora, tanta pista do acaso assim só podia ser destino.

Quando Ana Clara o via se iluminava, abria um sorriso, cantarolava mentalmente. Estava na cara o quanto ela se bastava na presença dele, dizia ela. Rodrigo sabia, não sabia? Quer dizer, homens sentem essas coisas assim como as mulheres, não é? Não era possível que ele nunca tivesse notado a informalidade dos e-mails dela ou a delicadeza com que lhe preparava um café e como já havia notado seus favoritismos ou como se entorpecia ao ouvi-lo dissertar sobre qualquer coisa. Não era possível que os sinais que ela dava não fossem vistos e sentidos por ele, era?

“Coloque ele na parede, chame-o pra sair. Faça alguma coisa!”, uma amiga lhe disse. Mas Ana Clara já havia se acostumado com esse sentimento e com o conforto que sentia em tê-lo por perto; não queria assustá-lo, não queria afastá-lo. Por isso, sequer percebia os meses que se passavam. Aliás, sinceramente, ela nunca foi boa com horas, nem com o tempo. Tinha uma inenarrável mania de atraso, quase um carma, em que poderia culpar a deus e ao mundo menos a si mesma. “Você não consegue controlar seu tempo porque não controla sua vida!”, seu pai sempre lhe dizia. Ana Clara já estava acostumada em se deixar levar pelo tempo, e não em leva-lo consigo. Ela ainda não havia percebido que o único tempo que lhe pertencia era o agora, tanto é que vivia perdida entre o “ontem eu devia ter feito” e o “de amanhã não passa”.

Certa quinta feira não foi diferente, chegou muito atrasada ao escritório com seus projetos deixando rastros pelo chão e sua respiração ofegante. Mas, ironicamente, por sorte ninguém a notou pois estavam envoltos do Rodrigo. Algo de incrível havia acontecido. Quando Ana Clara percebeu que o assunto era ele abriu espaço entre as pessoas para vê-lo. Não pôde evitar, sua cabeça estava a mil. O que ele podia ter feito? Será que fora promovido? Será que havia feito algo para ela? O que quer que fosse Ana clara imaginava que fosse deixa-la feliz.

No entanto, não foi exatamente assim que se sentiu quando viu reluzir uma aliança em seu dedo. Rodrigo ficara noivo, e Ana Clara ficara aos cacos. Correu o mais rápido que pôde ao banheiro onde passou uma boa hora aos prantos no repeat de sua playlist da Taylor Swift. “Você devia ter falado com ele sobre isso! Sobre vocês! Eu te disse o tempo todo…”, sua amiga lhe dizia ao telefone. Ana Clara então percebeu que realmente devia ter feito algo. Aliás, que talvez ainda pudesse fazer algo. Não era tarde, não podia ser tarde. Recuperou-se, limpou a maquiagem, se recompôs e voltou ao escritório. Chamaria Rodrigo para almoçar, abriria o jogo com ele, o questionaria como fora capaz de dar esperanças a ela se estava com outra, como pôde brincar com seus sentimentos e tantas outras coisas que não podia enumerar sem cair em choro.

Acontece que Rodrigo já havia saído para almoçar e por essa Ana Clara não esperava. Ele fora cedo demais, ela sabia todos seus horários. Devia ser o destino lhe pregando uma peça, lhe castigando por ter se acovardado por tanto tempo. Aproveitou-se da situação pra pensar melhor. Resolveu ir a sua livraria preferida, abstrair um pouco a mente e no final do expediente falaria com ele. Não era tarde ainda, não podia ser tarde.

Dentre todos os caminhos, dentre todas as ruas, dentre todas as curvas, dentre todos os sinais, dentre todos os carros, o que estava parado na sua frente era do Rodrigo. Ana Clara paralisou-se e vibrou baixinho. Isso, destino! Era agora, tinha que ser agora. Isso era um sinal, isso era uma resposta. Isso era uma ajudinha divina. Só podia ser. Precisava chamar a atenção dele, precisava pará-lo, precisava falar com ele, precisava dele. Pôs o pé no acelerador, bateria em sua traseira fingindo displicência, trocariam os números de celular, teriam que se falar fora do expediente e eventualmente falariam deles. Era isso, tinha que ser isso. Quer dizer, se a vida lhe der limões, você faz uma limonada, não é isso que dizem? O destino estava lá, agora era a vez dela.

Talvez, se tivesse feito isso há alguns meses eles tivessem saído juntos como casal. Talvez tivessem ido ao cinema. Talvez, ele segurasse sua mão pela rua na saída e lhe beijasse a nuca. Talvez, ela tivesse conhecido seu apartamento que já havia idealizado pelas descrições. Talvez tivessem acordado lado a lado e chegassem ao trabalho juntos. Talvez preparassem o almoço um do outro pois não esperavam por outra companhia. Talvez, ela passasse a acompanha-lo em suas corridas pós expediente. Talvez, ele a visitasse de surpresa nos sábados. Talvez perdessem noites em discussões sobre seus interesses em comum. Talvez, ela já tivesse se desfeito daquela gravata azul dele que odiava. Talvez, ele elogiasse seu corte de cabelo da semana passada. Talvez, ele enfim admitisse o que sentia por ela. Talvez fosse ela agora com uma aliança dele. Ou talvez era pra ser assim, e a história deles começaria agora.

Mas Ana Clara só despertou do seu devaneio quando ouviu o motor do carro de Rodrigo rugir, e sua figura diminuir rapidamente até sumir da sua frente. Com as mãos trêmulas e o coração na mão, ela ainda estava parada no sinal. Bateu com a cabeça no volante pela raiva que sentia de si mesma por mais uma vez ter se contentado com a imaginação. Ela sabia que era paixão, então porque se deixava levar pela fantasia? Cuspiu três palavrões ao vento, tateou o Cigarro De Emergência no porta-luvas e soltou o freio de mão. Sentia-se fraca, sentia raiva, sentia medo. Sentia que não iria mais atrás, que isso era um outro sinal e que o destino havia lhe pregado outra peça. Jamais acreditaria nele novamente, que fosse para o inferno toda sintonia, astrologia, compatibilidade e as coincidências.

Um estrondo a fez soltar o cigarro da boca e sentir a força do cinto em seu peito. Olhou pelo retrovisor em fúria. Sinceramente, isso era só o que faltava mesmo para acabar com seu dia! Desceu do carro pisando forte, mas ainda de pernas bambas. Talvez fosse castigo, carma. Ou talvez fosse o acaso, mas quem batera em seu carro e, dentre todas as reações possíveis lhe ofertou um sorriso junto ao seu telefone rabiscado em um cartão fora Jorge da sala ao lado da sua. E que sorriso!

Essa é a história de Ana Clara e Rodrigo, mas não é uma história pra quem acredita em destino. Essa é uma história pra quem acredita em amor e persegue o destino.

Não é possível que não mais exista algo de mim em você.

16 out

Eu falei de você da melhor forma que pude. Omiti os teus defeitos, enalteci teus trejeitos. Eu não poupei teu nome em nenhuma conversa. Eu fiz tudo pra não te tornar passado. Eu tentei enquanto ainda doía não acreditar que fosse o fim. Insisti com minhas dores que a campainha ia tocar aquela noite. Desisti de outros romances na certeza de que ainda vivia uma história. Eu tornei verdade a maior mentira que já havia contado a mim mesma. E a culpa foi minha, eu sei. Ninguém me ensinou a seguir em frente. Talvez porque não seja algo que se pode ensinar. A gente tem que sentir. Na pele, na cara, no sangue. Mas, sobretudo, na dor.

A verdade, meu bem, é que eu nunca perdi a esperança. Nem de você, nem de nós. Sempre acreditei que você viria de alguma forma pra unir nossos percalços e dar um basta à minha espera. Acreditei impiedosamente que compensasse engolir todo pranto que o tempo abatesse por um romance que ainda iria viver. E mesmo agora que me sinto cansada, derrotada, eu não quero desistir de você. Tenho essa ridícula mania de ser otimista, de acreditar em sintonia, e no quanto eu quero que você exista.

É possível que eu tenha criado o carinho que via em seu sorriso? É possível que eu tenha forjado insinuações nas nossas meias conversas? Não era você ou nunca foi você?

Tento falar sobre as todas as coisas que amei, que eu amo, e que nem são coisas, mas são parte de mim. Tento falar sobre tudo que eu sinto, inclusive, o nada. Tento falar pra acordar minha alma. Eu só tento; eu não sinto. Porque agora o sentido que eu via se esconde. E eu cavo fundo nas entrelinhas obscuras do que escolhi ser, mas não te acho. Não me acho. Não lembro quem eu era sem você.

Culpo a minha mãe, as comédias românticas, e o afeto público desvairado, quase induzido. Peço, pelo amor de Deus, que o lado bom não exista. Mas me ensinaram a pensar positivo e agora não sei o que faço pra guardar rancor. Seria mais fácil, não seria? Se eu não conseguisse me lembrar do sol que esculpia teu rosto dentre a barba seria mais fácil. Se eu conseguisse me apegar a raiva que me fazia com sua teimosia em estar sempre certo seria mais fácil, não seria?

Tranco a porta do quarto, escondo o retrato da felicidade que nunca existiu. Massacro minha alma com a lembrança da sala preparada pra te receber. O filme que você gostava, eu não assisto mais. A música, a nossa cara, é trilha sonora de terror. Repudio esse sentimento de tormenta. Abomino essa saudade angustiante e insensata de um recomeço. Eu não mereço.

Desejei por tanto tempo uma fórmula que acreditei em tudo que me disseram. Vaguei no espaço-tempo das mensagens entre minha vontade de tomar a iniciativa. E soletrei as palavras do teu silêncio no desejo latente de te roubar mais um beijo. São coisas que só o breu proporciona ao apogeu do sentimento – ou da falta dele. Lutei contra o sussurro da tua voz que cochichava ao pé do meu ouvido o que nunca pôde me dizer. Sequer eu te culpo por isso. Estive louca, estive cega. Eu te fiz a minha vontade e te condenei pela liberdade de não ser quem eu queria.

 

Por onde andam suas pernas quando não cruzam com as minhas?

Como chegamos ao ponto dos desencontros pontuais?

O que dirá de mim em outras línguas quando sabemos que só uma basta pra me satisfazer?

O que esconde sua boca quando beija outras coxas?

 

Não é possível que não mais exista algo de mim em você.

ESTÁ NO AR! – Manual do Borogodó #1

14 out

Vida de solteira é o primeiro video pra falar mais um pouco das artimanhas que você deve conhecer pra alcançar o sucesso. Ou apenas cortesias. Ou os dois.

Se inscreva pra não perder o próximo video, compartilhe, dê joinha e nos ame!

Prometo que não vou ser tão apelativa desse jeito nos próximos… Ou não.

NUNCA SABERÃO! HAHAHA

Ok, parei.

Mas antes disso, GANHE DINHEIRO CLICANDO AQUI.

 

 

Sério? Você caíram nessa? tss…

ESTRÉIA – Manual Do Borogodó!

14 out

Há um tempo eu vinha pensando sobre criar um canal no Youtube, inclusive, manifestei essa vontade aqui no BC, mas tive vários receios – e vergonha – de colocá-lo em prática. Os principais motivos são muito simples 1) eu sou muito mais inteligente escrevendo (pra fazer uma comparação justa, quando eu escrevo é como se tocasse Mozart na minha cabeça e enquanto eu falo pessoalmente toca funk), 2) sou dentuça, gorda e descabelada. Então, ser vista nunca foi uma das minhas pretensões, mas a gente tem que se adaptar ao mercado, nadar conforme a maré, sacomé, né? Daí chamei uma amiga minha, a Taissa Mendes (@taissamendes) pra participar desse projeto.

A ideia era criar um manual de dicas, de relacionamentos, de papo feminino, tipo, macho, cerveja e balada. Coisa bem de mulherzinha, sabe? E tentar passar com humor as coisas que levamos anos para aprender. Uma versão falada dos meus textos, sem tanta frase de impacto, infelizmente.

Enfim, o MANUAL DO BOROGODÓ vai ao ar hoje (terça feira, 14 de outubro) as 19h. Aêê!

borogodo

Então, fiquem ligados na telinha (sempre quis dizer isso), acessem nosso canal @manualdoborogodo (e inscrevam-se, claro) pra não perder as novidades.

Quem puder compartilhar vai nos ajudar muito e, além disso, eu agradecerei publicamente quando estiver no meu arquivo confidencial no Faustão, até porque mesmo esse projeto NÃO SERIA POSSÍVEL sem o apoio de vocês!

 

Muito obrigada mesmo! E até mais tarde.

 

p.s: MEU DEUS QUE POST ESTRANHO!!

5 sinais de que vocês precisam conversar.

10 out

“Precisamos conversar.”

Essas duas palavrinhas juntas são capazes de causas desastres maiores do que a queda da bolsa de valores com mais um governo petista. (Calma, calma, não vai ser um texto sobre política. Eu juro!) Tudo porque o “então” do relacionamento chega para todos, mas infelizmente em momentos diferentes. Enquanto o relógio biológico da mulher está a todo vapor, o do homem dá umas travadas, mas como diz o ditado “até um relógio quebrado está certo duas vezes ao dia” e assim eles conseguem se encontrar, se encaixar e se aturar com muito amor. Reza a lenda. Em tentativas sutis – ou não – de acelerar o processo, as mulheres tendem a instiga-los assim:

Ela: Todo mundo comenta que a gente tá namorando…
Ele: A galera fala demais, né? Nunca vi tanta preocupação com a vida dos outros.
Ela: Mas qualquer um pensaria isso, já que estamos sempre juntos.
Ele: Mas isso não é da conta de ninguém.
Ela: Mas não é culpa deles! Afinal, já faz um tempo que a gente tá junto, né?
Ele: É? É…
Ela: Pois é, são 2 meses e 14 dias..
Ele: Sério? Legal.
Ela: Então…
Ele: O que?
Ela: A gente, você sabe… Tá namorando?
Ele: Que diferença faz?
Ela: Como assim que diferença faz?! Faz TODA diferença.
Ele: Só pra você pôr no Face?
Ela: Não! Quem falou de Face? Só pra eu saber.
Ele: E você não sabe?
Ela: Sei! Quer dizer, acho que sei…
Ele: Então.
Ela: Então o que?
Ele: Vai começar de novo?

Mas nem sempre dá certo. Daí elas se perguntam se estão ansiosas demais, apressadas demais ou se ele que não está tão interessado assim. E começa uma caçada involuntária em busca de algum sinal de que seja o momento certo pra encosta-lo na parede – com uma arma na cabeça – e só libera-lo mediante o pedido de namoro. Tem gente que é assim.

Sendo assim, aqui vão algumas dicas pra você avaliar se já chegou o “então” do seu relacionamento ou se o que você procura é sarna pra se coçar. No estilo teste da Capricho – porque eu sou uma eterna adolescente – marquem o item A ou B e vejam o resultado no final. Não vale manipular, hein?

 

1)      Final de semana juntos.

Gata, é claro que eu prefiro sair com você, mas já combinei a pelada com os bródi.

Gata, é claro que eu prefiro sair com você, mas já combinei a pelada com os bródi.

Como andam seus planos para o final de semana, feriado e afins? Quer dizer, vocês tem planos SEUS ou cada um tem os seus? É importante observar se você é incluída automaticamente nos planos dele ou se você tem que se insinuar pra ver se ele convida. Sim, eu sei que você faz isso. Veja bem: uma coisa é uma coisa, outra coisa é psicopatia, ok? Por exemplo, vocês combinarem uma viagem juntos é uma coisa, vocês por coincidência se encontrarem em uma viagem e ficarem juntos é outra coisa totalmente diferente, mais comumente conhecida como: conveniência ou “eu não tô fazendo nada, você também, que mal há bater um papo assim gostoso com alguém?”. Então, em suas conversas vocês:

A)     Ainda se perguntam “fazer o que no fim de semana? ”.

B)      Vocês JÁ SABEM que estarão juntos independente do que forem fazer.

 

2)      Como você se chama?

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Isso não quer dizer que a forma com que vocês chamem um ao outro enquanto estão trancafiados entre quatro paredes conte. Hum-hum, não conta de nada. A questão é: como você tem o número dele salvo no seu aparelho telefônico móvel e como ele tem você?

A)     Nome e sobrenome, é claro. De que outra forma poderia ser?

B)      Apelido íntimo seguido de corações e emoticons vomitado arco-íris e purpurina.

 

3)      Domingos em família.

Olá? Tem alguém aí? Não? Ok.

Olá? Tem alguém aí? Não? Ok.

Citei o domingo, mas pode ser qualquer outro dia ou feriado em que a família de ambos se reúna, como Natal ou Páscoa. O dia em que o tio do pavê aparece, a avó com histórias constrangedoras sobre a sua infância, a tia bêbada e solteirona, enfim, todos os personagens mais hilários que só mesmo quando há muita intimidade entre o casal, não há vergonha de apresenta-los. Nesse caso…

A)     Vocês compreendem que é um momento de família em que cada um tem que passar o dia com a sua, já que tem vários outros dias que podem se ver.

B)      Vocês sempre vão de uma casa pra outra, ou seja, um já conhece todos os membros da família do outro. Inclusive, já é esperado a comparecer na reunião.

 

4)      Eventos sociais.

Gata, não me espere acordada! Vlw, flws!

Gata, não me espere acordada! Vlw, flws!

Casamentos, bodas, 15 anos, formaturas, ou seja, eventos que precisão de uma confirmação prévia dos convidados porque, geralmente, as senhas são contadas.

A)     Vocês avisam um ao outro quando vai ter um desses eventos importantes pra justificar a ausência no dia.

B)      Vocês avisam um ao outro pra que não marquem nada no mesmo dia.

 

5)      Escovas trocadas.

Tudo que é meu é seu, meu docinho de maçã verde!

Tudo que é meu é seu, meu docinho de maçã verde!

A questão é se a casa dele guarda algum resquício da sua presença e vice e versa ou se vocês sempre têm uma malinha pronta que vai e volta toda vez que se veem.

A)     Deixo as coisas no carro pra facilitar, caso tenhamos algum imprevisto.

B)      Já tenho uma gaveta na casa dele.

 

6)      E os amigos?

Pessoal, essa é Kimberly, minha...amiga!

Pessoal, essa é Kimberly, minha…amiga!

A aceitação nos grupos de amigos é fundamental, mas pra isso, obviamente as pessoas tem que se conhecer, interagir. Como funciona isso entre vocês?

A)     Geralmente, vocês saem sozinhos, mas ele já arriscou sair com os teus amigos, no entanto, você nunca saiu com os dele.

B)      Vocês já conhecem os amigos um do outro e inclusive, já tem uma relação fraternal com eles e chamam-se por apelidos e abraçam-se quando se veem.

 

Se você marcou mais A):

É completamente obvio que vocês gostam de ficar, se veem com frequência, mas ainda não se assumiram. Na verdade, mesmo que um dos dois já esteja totalmente dentro desse relacionamento, enquanto o outro não quiser, não irão sair do canto. Talvez, seja cedo demais pra se chamarem de relacionamento sério. Ou talvez sequer seja pra ser sério. Nem todo mundo que a gente fica necessariamente tem que dar em alguma coisa. Portanto, desapegue-se.

Se você marcou mais B):

Você está esperando o que pra terem a tal conversa, hein? Esperando que fiquem cada vez mais acomodados? Porque, venhamos e convenhamos, é muito cômodo – principalmente para os homens – ter alguém fixo, certo e sempre disponível (já à espera de estar sempre incluída nos seus planos) e não assumir nenhum relacionamento sério com elas. Daí, caso ele tenha outras menos importantes (bondade minha pra que você não se sinta mal) elas sempre vão pensar que não é nada sério o lance de vocês, que é algo passageiro, esporádico e que sequer precisem se preocupar com a concorrência. É um truque muito bem bolado deles de fazer com que todas sintam-se especiais e algumas nem desconfiem das outras. Ou seja, a falta de nomenclatura é o álibi perfeito pra qualquer artimanha que envolva mais mulheres.

**

É claro que eu fiz opções um tanto quanto óbvias, destacando a brutal diferença de quem se importa com o relacionamento que está e quem não, porque eu não sou nenhuma pesquisadora da Superinteressante e eu apenas tenho o dever de atualizar o blog e, não, de escrever uma nova bíblia. Então, me deixem.

A verdade é que o “então” cedo ou tarde chega, logo, você não deve se preocupar qual o momento certo ou se já está na hora de acontecer. Lembra do relógio quebrado do início do texto? Pois é, quando a hora certa chegar vocês simplesmente vão saber. Não seja uma dessas menininhas apelativas que precisam provar pra sociedade que são “pra namorar” pela sua tendência – quase suicida – de elevar, mesmo que a contragosto, todo envolvimento para o nível de comprometimento. Sabe, algumas coisas não precisam ser levadas tão a sério.

Algumas pessoas não surgem na sua vida pra saciar toda angustia da solidão e extinguir a nomenclatura do solteiro. Algumas pessoas apenas surgem. E depois vão embora. E nem todas, por pior que seja admitir, vieram pra te ensinar uma grande lição, pra mudar sua vida. Elas só vieram. E foram. Isso é normal. A partir do momento que você para de denotar vitória ou fracasso a qualquer relacionamento amoroso é que realmente aprende com eles, e com a falta deles também. Já outras pessoas vão vir e vão realmente lhe deixar uma marca, mesmo que negativa, mesmo que sofrida. Essas, sim, podem te ensinar alguma coisa. Ainda terão aquelas que vão vir e inconscientemente buscar o mesmo que você. Elas não vão te deixar tanta dúvida do que fazer. Não que seja descomplicado porque relacionamento nenhum é, mas será simples, afinal, mesmo diante dos obstáculos é o que os dois querem.

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