Você é um frango de academia?

tumblr_mhi0baoNjG1r1csg3o1_500_largePois bem, resolvi voltar à academia. Não porque eu quero, obviamente. Mas a sociedade me oprime, e sou forçada. Já havia me dado conta há alguns anos que das poucas certezas que eu tenho na vida (preciso respirar, vou engordar e vou morrer) a única mais difícil de se esquivar do que a morte é a vida fitness. Primeiro porque virou uma epidemia, começou com alguns dos meus amigos malhando por saúde, e de repente, se tornou uma geração inteira abandonando empregos, faculdades, cidades, cônjuges e filas de drive thru do McDonalds, falando sobre superação, força e foco e se autointitulando adeptos a um novo estilo de vida. Para todos esses, só tenho uma coisa a dizer: NÃO ESTOU DISPOSTA.

Então, não adianta, eu malho por estética – ou na humilde esperança de não piorar o que a genética me condenou. Ok, eu também malho por saúde, o sedentarismo estava me matando aos poucos. Não gosto e, principalmente, não vejo mérito algum nessa filosofia de vida. E admito sem o menor pesar na consciência. Aliás, devo acrescentar que eu DETESTO quando me deparo com um cara que só fala sobre treino, músculos e batata doce. Honestamente, pra mim, ele é como aquelas pessoas que “pregam a palavra de deus” em qualquer lugar, a qualquer hora e aos berros. Em outras palavras, inconveniente. Você só deve falar pra quem quer ouvir, quem procura ouvir. Não é meu caso. Perdoe. Prefiro um cara que malha só pra não ter o condicionamento físico de um velho de 70 anos (contanto que não tenha problemas de obesidade e afins) e exercita a mente com a curiosidade de uma criança de 12. Uma ficha de academia não tem o mesmo peso de um diploma, queria só dizer isso.

Inclusive, já saí com um indivíduo bem característico desse meio (big mistake!) que me perguntou assim:

-Aí, cê tá afim de comer carboidrato ou proteína?
– Não sei. Talvez sushi. Mas pizzazinha também me cairia bem. – tentei ignorá-lo pra ver se passa.
– Ó, se for sushi a gente pode ir depois do filme, mas se for pizza tem que ser agora porque depois das 20h não como mais carbo. Sabe, ne? – passou a mão no próprio abdômen – Manter a forma. – deu uma piscadela.

Fiquei tão chocada que passei um minuto em silêncio por minha alma que morreu de desgosto. ATÉ QUE PONTO CHEGAMOS, BRASIL!!!

Prefiro morrer, mas obrigada pela sua companhia, fofo.

Prefiro morrer, mas obrigada pela sua companhia, fofo.

Acredito que eu não seja a única que me sentir chicoteada no mármore do inferno quando tem que fazer agachamentos guiados, já que minhas próprias amigas admitem que isso não é vida. São satisfeitas com o corpo, mas não com o que fazer pra tê-lo. Mas é aquela coisa, pra ter resultados precisam haver sacrifícios. Cada qual com suas prioridades, não é mesmo? E você se acostuma, isso é um fato.

O que me lembra aquela Bella Falconi que, por acaso, eu achei no instagram um dia (quando estava tentando me motivar a malhar) e decidi segui-la por causa de seus textos, e não por suas fotos, a propósito, horríveis. O corpo dela, ao meu ver, era medonho. Mas cada um com seus cada qual, enfim. Daí um dia ela publicou um textão falando que às vezes era chamada de louca porque não bebia (até aí, tudo bem) e LEVAVA CARBOIDRATO EM GEL PRA BALADA. Car-boi-dra-to-em-gel. Sério. QUE BOSTA É ESSA?!

Eu, particularmente, tenho um defeito que me acarreta vários inimigos: não me interesso por gente muito conservadora. Gente que não bebe, não fode e não fica muito doido, eu já olho torto. Como confiar em alguém assim? (Tenho uma teoria de que pessoas que não experimentam essa vulnerabilidade em relação as suas atitudes causada pelo álcool temem a si mesmas e até onde podem chegar). Mas, contanto que seu conservadorismo não me recrimine, nem tente justificar qualquer infelicidade da vida alheia com a frase “mas é porque ele não é como eu”, ficaremos bem. Aliás, podemos até ser grandes amigos, afinal, o nome disso é respeito mútuo. Ou cada um no seu quadrado.

Então, eu achei a tal da Bella o cúmulo da alienação em prol da estética. Porque, JAMAIS NA GALÁXIA, o estilo de vida que ela tinha envolvia saúde. Tem um nome pra isso, sabiam? Vigorexia. Ela chegava a levar batata-doce para restaurantes, não colocava molhos nas saladas para não engordar e enxugava o frango no guardanapo mesmo que ele fosse apenas grelhado. Mas quem sou eu pra falar, afinal de contas? Também sou obcecada por emagrecer e já usei métodos completamente errados para isso, porém esse é um assunto pra outro texto. “Disciplina é algo que você odeia, mas mesmo assim o faz como se estivesse adorando”, já disse Mike Tyson. (Ou talvez Clarice Lispector. Não dá pra confiar no Google).

Vamos em frente…eis que um dia ela simplesmente LARGOU esses hábitos. Segundo a Bella, estava escrava do seu corpo. Sabia! Até porque se meus regimes também funcionassem, eu não precisaria usar táticas cada vez mais drásticas a cada tentativa. Contudo, insanamente eu não desisto. Mas essa é vida é muito longa pra não se ter prazer algum, e muito curta para aproveitar todos. Uma hora, você surta. Fato. Principalmente,  no mundo virtual que vivemos: somos o que curtimos, o que aparentamos, o que seguimos. Honestamente, quando olho o instagram de algumas pessoas – aquelas que fotografam TUDO e fingem que tem feeling pra coisa – eu imagino o quanto ela deve ser infeliz por dentro, e solitária. Não tem como alguém que vive com o celular na mão aproveitar uma interação olho no olho cem por cento. Basta olhar a sua volta, pessoas deixam de conversar cara à cara pra ficar de piadinhas em grupos de whatsapp. Sabe o que é isso? Um gordo nerd viciado em vídeo game (me desculpem pela comparação pejorativa, aliás). Sério, falo sério. É o mesmo comportamento! Ele se abstém da realidade pra viver a sua própria fantasia, afinal, nas redes sociais (ou em jogos online) todo mundo é bonito, rico, amado e feliz. (Quem já deu cheat motherlode no The Sims me entende)

Circulando pela internet já vi vários textos que condenam os frangos de academia – o que, pelo o que eu entendi, trata-se de pessoas que buscam mais o status da treino do que os benefícios em si. Eu entendo, e traduziria isso em: benefícios desvirtuados pela aparência. Nada que, como já citei acima, as redes sociais não façam também. Fazer o que, né? É a vida. Mas o que mais me chocou foi uma espécie de manifesto “Diga NÃO aos turistas de academia” (aqui). Claro que expressa a opinião de uma pessoa só (que francamente não merece sequer ser posta em pauta), mas me fez pensar se esse não é o tipo de conversa tida entre uma série e outra, sei lá.

Ou seja, essa galera alienada e narcisista com mania de perseguição (já que acha que todo mundo tem inveja do seu corpitcho ou da sua disposição regada a uma série de comprimidos) taca o pau em quem resolve malhar porque o carnaval está chegando, porque vai casar, porque precisar caber no vestido de formatura. Quero dizer, pra eles, se você não leva a coisa a sério ou tem um objetivo a curto prazo, NÃO MERECE estar entre eles. pffff

NÃÃÃOOOO ESTOOOOOUUU DISPOSTAAAAAAAA!

Claro que eu estou generalizando, logo, antes que ponham palavras nos meus textos: eu não estou dizendo que todo mundo que malha com essa determinação tem o mesmo preconceito cujo qual estou me referindo, ok? Obrigada. De nada.

O que eu quero dizer é que malhe pelas SUAS razões. Saúde, estética, sei lá o que for! Se você trabalha com isso, compete ou se a academia é tua heroína, tudo bem, entende? Mas não encha o saco das pessoas, nem se ache melhor do que os outros por conta disso. Músculos não ditam capacidade. Você não é especial porque levanta peso e, principalmente, porque adotou isso como foco. E parem com os sermões do Facebook que, ao meu ver, fazem chacota com os profissionais (educadores físicos, nutricionistas etc) sobre o assunto e dão a falsa ideia que qualquer um pode entender tanto quanto eles. A humanidade agradece.

Homens, vocês estão perdendo suas mulheres.

tumblr_lg9acuFpkR1qg5gn2o1_500Quem me conhece sabe que não defendo em nenhuma hipótese qualquer estereótipo que acentue o “papel” do homem mesmo que seja bom. Tampouco da mulher, diga-se de passagem.Até o velho príncipe não me atrai. E também não sou de forma alguma preconceituosa quanto a orientação sexual. Mas eu tenho outros preconceitos, sim, dentre os quais se destacam: homens que batem foto no espelho levantando a camisa, homens que só falam sobre academia e pagam pau pra outros homens que só falam sobre academia e homens que batem selfie.

Honestamente, o que há com vocês, homens? Quando se tornaram compulsivos por seus corpos após o treino, seus olhos apertados fingindo-que-acabaram-de-acordar e seu perfil de óculos no carro? E aqueles biquinhos com sobrancelhas arqueadas? E por que ninguém mais usa camisa em foto? Pra mim, vocês perderam a autenticidade, a espontaneidade.

Nem de longe quero bancar a puritana. Embora eu ache que entre a arte da fotografia e o exibicionismo há um abismo que a maioria das pessoas se afunda – principalmente se lhe garantir um punhado de curtidas. A impressão que eu tenho é que a geração selfie está ganhando espaço em uma artimanha utilizada até então pelas mulheres. Homens batem foto desde sempre, ok. Inclusive nus, ok. Mas venhamos e convenhamos, sem tocar no assunto do tabu da indústria pornográfica com as mulheres (até a relação entre duas mulheres é feita para os homens), revistas de homens nus são, em sua maioria, vendidas para homens. Não sou eu que estou dizendo; contra dados não há argumentos. Também tem aquela história de que homens são mais visuais e mulheres mais emotivas (veja aqui), de modo que não precisam ver, assim como os homens, pra se estimularem. Mas nunca se sabe até que parte é verdade ou se é consequência do preconceito, enfim.

Então, o que ganha um cara ao se exibir dessa forma nas redes sociais? Neste momento, me odeio por me expressar de uma forma que acho ser preconceituosa demais para o meu gosto. Mas eu não consigo não me questionar sobre o que passa na cabeça desses caras. Quando eu olho o perfil na rede social de um cara, e pode ser o mais bonito do mundo, se estiver lotado de selfies, efeitos exagerados e partes do corpo aleatórias, a primeira coisa que eu penso é “Caramba, ele se acha muito lindo, só pode”, e automaticamente eu o descarto. Ou melhor, pego abuso. Não consigo me sentir atraída por um cara que está constantemente preocupando-se com o que as pessoas pensam dele (principalmente quando sequer conhecem metade daquelas que o seguem).

No início do ano, uma pesquisa revelou que homens que batem muita selfie tem tendência à psicopatia, além de um notável narcisismo, mas não revelaram haver nenhum risco nisso (aqui). Já outra pesquisa constatou que homens são, sim, mais narcisistas que as mulheres (aqui). Ou seja, tudo leva a crer que a geração selfie já tinha outros meios de se enaltecer porque tem vontade de poder, exibicionismo e a ideia de que merecem tudo. E com a epidemia de redes sociais em que qualquer investimento publicitário te transforma em um famoso-modelo-ator sem que sequer precise merecer encontraram o ponta pé perfeito. Em outras palavras, aparentemente eles não se tornaram assim, mas sempre foram e simplesmente agora tem um meio de evidenciar isso. Mas narcisismo, apesar de emanar uma confiança invejável e uma autoestima inabalável, como qualquer outra coisa na vida, por se tratar de um excesso não é bom.

“O narcisismo está associado a várias disfunções interpessoais, como a falta de habilidade para manter relacionamentos saudáveis a longo prazo, comportamento antiético e agressividade”, disse Emily Grijalva, de acordo com um estudo publicado no jornal Psychological Bulletin.

A questão é que se eles fazem isso para conquistar mulheres (ou homens, quem sabe) estão fazendo errado.

E vou falar pela parte que me toca: nós não precisamos de corpos sarados tanto quanto precisamos ouvir que estamos lindas assim que acabamos de acordar. Não precisamos de uma reeducação alimentar tanto quanto precisamos de uma boa conversa no jantar. Não precisamos ver uma barriga tanquinho tanto quanto precisamos de companheirismo. Não é a sensação de ter conquistado alguém “muita areia pro nosso caminhãozinho” que nos conforta, mas saber que aquele alguém todo dia nos conquista de alguma forma. Sentir-se atraída é importante, mas atração não tem necessariamente a ver com beleza. Amor verdadeiro não é sobre tesão, não é sobre vontade ou querer, é estar com quem nos desperte o melhor. É ter alguém que seja o nosso “eu nunca senti isso antes”.

Os 4 primeiros episódios da 5ª de Game Of Thrones para download!

Isso mesmo! Eles vazaram na internet e estão disponíveis em torrent. A estreia será hoje às 22h, ou seja, você pode baixar em primeira mão todos os episódios do mês de abril/2015.

Episódio 1, Episódio 2, Episódio 3, Episódio 4.

Lembrando que para baixar em torrent é preciso ter um gerenciador (como o utorrent ou bitorrent). Obviamente, as legendas em português ainda não estão disponíveis.

Achei que essa informação é de utilidade pública e precisava ser compartilhada. :D

Então não era amor

tumblr_lfran9j6EZ1qg3ye3o1_500Difícil falar de você, mais ainda aceitar que acabou e que não vingou, saca? Eu adorava sair contigo sábado à noite por aí, tomar sorvete, rir das suas piadas infames e de suas crises de ciúmes. Ainda lembro que você odiava o meu perfume forte e sempre escolhia o refrigerante que eu ia beber e isso me tirava do sério, mas não falava nada, pois a garçonete poderia nos achar um desses casais ridículos que brigam à toa.

Sempre achei que tínhamos futuro. Estávamos terminando a faculdade e as perspectivas eram as melhores, eu sonhava com um emprego estável e você já galgava novos horizontes naquele estágio. De fato, tivemos muito a ganhar, mas separados. Isso sempre me intrigou, me causou duvidas e busquei motivos, razões e até justificativas. Como pessoas que aparentemente tão parecidas podem dar tão errado?

Aquela sua boca pequena, seu sorriso tímido, sua voz calma e olhar estreito, são coisas que eu não vou esquecer. Não devo. Só porque não deu certo? Não é justo. Procurei um pouco do teu cheiro na minha cama, naquela noite de chuva, o estranho foi que não encontrei. Aquilo me pareceu apático e superficial. Queria verdadeiramente uma lembrança tua. Sério!

Rezei pela melhora de saúde da sua mãe, por todos aqueles desejos que me confidenciou, tentei acreditar nas coisas de amor que me falava, nos beijos que me roubava, joguei com a sorte quando deixei de ir naquele show sertanejo com você e seus amigos. Era o puro orgulho e a vontade de mostrar que meus sentimentos sempre foram bem resolvidos. Fiz questão de te deixar só, te dar escolhas, opções e principalmente liberdade.

Ainda escuto o som da tua voz dizendo que eu não tenho sentimentos, que eu nunca senti ciúmes, que eu era frio. Isso de fato mexeu comigo. Foi quando percebi que não era amor; o que eu sentia era carinho. Você curou meu coração partido. Era gratidão. Era tudo menos amor. Foi ai que te quis longe, fora, e me afastei, busquei entender e entendi. Não éramos bons amantes, éramos apenas bons amigos. Amor é igual um bom café que só deve ser servido quente, e o nosso nunca me aqueceu.

COLABORADORIMG_20150309_173813
Rafael Almeida,  26 anos.     Instagram: @rafaelalmeida07
Tecnólogo em redes de Computadores por acaso, acadêmico de odontologia, baladeiro e cheio de coisas pra contar.

As 7 características do homem perfeito

tumblr_ljb7tayk2o1qfa51io1_500Se você nasceu em meados dos anos 90 sabe que a forma mais eficaz que tínhamos para determinar (na boa e velha sorte, claro) com quem iríamos nos casar era o estimado joguinho Loiro-Moreno-Careca-Cabeludo-Rei-Ladrão-Polícia-Capitão. Obvio que você também sabia como manipulá-lo pra que o resultado não te tornasse mulher de um presidiário – mesmo que fosse o Belo. Mas se você não faz ideia do que isso se trata 1) Morra, criatura nascida pra me fazer sentir velha! e 2) Contente-se com métodos não tão eficazes que consistem na sua própria percepção de mundo claramente distorcida e já com tantas cicatrizes.

Sinceramente, eu culpo a Disney. Se eu não tivesse crescido em meio a tantas malditas princesas com seus corpos magros e musicais românticos poderia ser, quem sabe, como a Xuxa e me contentar em ter o Sergio Malandro como príncipe. (Se você não assistiu E chorou com Lua de Cristal, não tem meu respeito).

De volta para a realidade, hoje como uma mulher madura e muito bem resolvida e por ironia do destino ainda solteira, esses métodos de descoberta de quem seria/será seu marido foram se aprimorando. O garoto malandro deu lugar ao nerd da faculdade, o recém formado deu lugar ao empreendedor. Com o tempo, passamos a nos importar mais com estabilidade e competência do que com a “pegada” e a beleza. Claro sinal de amadurecimento, mas também de consistente desespero em encontrar logo o homem certo. Nessas horas, toda nossa ideologia se converte, adapta e diverge. É muito fácil ser exigente com 18 aninhos e todo o conforto da frase “Você tem a vida inteira pela frente”. Mas bem sabemos que na prática, a teoria é outra! Sucumbidas pelo desejo de encontrar essa suposta alma-gêmea – que se enquadraria naturalmente ao Brad Pitt para qualquer uma – nos vemos, no sentido literal da palavra, obcecadas. Quase malucas. Ou os dois.

Pensando nisso, aqui vai uma lista com as características primordiais em um bom macho:

1) Fiel: Honestamente, traição é algo bem relativo e contraditório; ao invés de se consolidar com o tempo, os relacionamentos duradouros são aqueles em que um dos dois aceita a posição de corno para não interferir na estabilidade do casal. Geralmente, isso é mais comum em quem já tem casa, filhos e cachorro. Como já dizia o falecido, porém, sempre sábio Reginaldo Rossi “Chifre é a única coisa que se você não teve, vai ter.” Aceitar isso seria uma possível solução? Não. Mas manteria um relacionamento? Sim, claro. Agora que tipo de relacionamento vale a pena manter quando não se tem confiança ou respeito? Uma pessoa fiel à seus princípios, seus valores tem mais valor do que aquele cara que finge não olhar para a menina passando na rua – mais gostosa do que você – por trás dos óculos. Fidelidade é algo conquistado de dentro pra fora, é essência.

2) Carinhoso: Por motivos óbvios fica em segundo lugar na lista, afinal, ninguém merece um cara escroto que fala com você como se espantasse um flanelinha no sinal. E a pior coisa que tem é alguém que mendiga carinho de outro. Meu povo, melhore! Carinho se não for dado, de graça mesmo, não merece ser cobrado e não pode ser ensinado. Ninguém “adestra” alguém a ser carinhoso. Infelizmente, diga-se de passagem. Seria muito mais fácil soltar um Border Collie pra cima dele e fazê-lo seguir à risca suas ordens. Maldito livre arbítrio!

3) Estudado: Valorize alguém que sabe mais do que quem foi o eliminado do último BBB ou o cantor daquela música top mundial. Valorize alguém que tem interesse em aprender assuntos completamente desinteressantes pra você. Valorize alguém que não se acomoda e que, provavelmente, fez questão de aprender todas as mudanças do “novo” acordo ortográfico – que eu, sinceramente, ainda nem decorei. Por fim, valorize quem possa te ensinar algo também, mesmo que sequer saiba quando vai utilizar.

4) Financeiramente inteligente: Não é à dinheiro que me refiro, é a perspectiva de ganho dele. O cara não precisa ser “montado na grana”, herdeiro, nem formado e tampouco o Rei Do Camarote. Pode ser um estudante mesmo, estagiário, mas com objetivos. O que ele tem que ter é um plano e batalhar por ele. Dinheiro é consequência, mas não deve ser meta de ninguém. Meta de verdade é sucesso profissional, reconhecimento, construir carreira. Então, procure alguém que tenha esses planos, que tenha visão, que queira mais do que passar os restos dos seus dias trancafiado em um escritório sendo empregado dos outros e chegar nos finais de semana esbanjando como se a vida fosse fácil.

5) Ter hábitos saudáveis: Calma, longe de mim defender os bitolados de academia! Há uma tênue, porém firme, linha que distingue as duas categorias. Uma pessoa saudável vai te ajudar, simplesmente, a não se tornar uma porca com 130kg com apenas 4 anos de casada e nenhum filho. Ele vai te estimular a se manter bonita pra você mesma, pra que se sinta bem. Ele vai aprovar o corte de refrigerante para os filhos, vai aprovar a quantidade de frutas na geladeira. Ele quer viver bem porque quer viver muito e, sendo assim, te levar nesse mesmo caminho.

6) Comprometido: O comprometimento não precisa ser necessariamente contigo, mas pensa bem: o que pode ser pior do que um homem que não cumpre suas responsabilidades, não arca com as consequências do que faz? Comprometimento é, em outras palavras, o caráter na forma mais limpa e clara. E caráter não pode ser forjado. Às vezes, mascarado, mas forjado, não! As máscaras sempre caem, então, ainda que ele tente por meio de gestos incrivelmente românticos, serenatas espetaculares e mimos à sogra fingir ser este ser encantador que nunca vai te deixar na mão, cedo ou tarde vai explodir e mandar tudo para o inferno. Porque é isso que ele é. Se ele não for comprometido com as pequenas coisas do dia a dia, quem dirá será diante de um grande desafio?

7) E real: Essa é a característica mais importante porque o homem perfeito, o homem dos sonhos, nunca vai poder superar o homem real. O Real é aquele que eventualmente vai te machucar, vai te fazer perder a cabeça, é aquele que vai agir sem pensar, mas vai se arrepender e te encher de desculpas esfarrapadas, flores murchas e chocolates amargos. O Real é aquele que quando te conheceu era um menino mimado, desnaturado, do tipo que a gente ouve dizer que não vale nada, mas que viu em ti uma oportunidade de ser melhor. O real vai, sim, manipular, mentir e quem sabe até trair e vai parecer que não tem sentido estarem juntos, que foi tudo perda de tempo. E sabe de uma coisa? Às vezes, essa conclusão vai ser libertadora. Mas o real é isso mesmo; é humano. Munido de medos, traumas e planos que provavelmente nem caibam nele. Ele veio pra te confundir, mas também te perdoar por seus defeitos, seus gritos, seus choros. Ele não é de todo ruim, não é como cobra o estereótipo, aliás, ele tem o maior receio de ser como o estereótipo! Ele quer fugir do padrão, da ideologia e do conceito infundado de que nenhum homem presta, mas sinceramente, o Real não faz ideia de como fazer isso acontecer. A verdade é que ele vai ser o reflexo do que você vê em si; ele é sua carência suprimida, seus desejos reprimidos e também seu pesadelo noturno. Ele é o que você permitir que seja. Pode ser apenas um caso qualquer, um garoto de uma noite. Pode nem sequer saber seu nome e, inclusive, nunca te ligar, mas pode ser também alguém que faz a diferença. A questão é que só você pode determinar a intensidade e, principalmente, o tempo que ele permanecerá na sua vida; suficiente ou não para ser importante. Te aviso de antemão que ele tem variações e conserva dentro de si grandes características, contudo se você não der uma chance nunca vai ver. O Real vai chegar sem pedir licença, vai quebrar o seu padrão, vai te dar fios brancos, mas ele também vai aprender, crescer e mudar contigo. Não por você, mas com você. E é por isso que o Real é melhor do que qualquer fantasia, melhor do que qualquer príncipe guerreiro que lute contra dez dragões pra te salvar. É aquele que vai te libertar dos seus próprios medos, de seus tabus, te salvar do tédio.

Você pode até não tê-lo encontrado ainda, mas não há dúvidas de que ele existe.

Fica.

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Deixa tuas roupas pelo chão, deixa teu cheiro no meu lençol, deixa teus medos no armário.

Deixa o despertador tocar, deixa a música alta, deixa teus sonhos expostos na cara.

Deixa a escova de dente no meu banheiro, suas cuecas dentre minhas calcinhas, deixa teu corpo sob o meu.

Deixa o tempo em passos lentos, deixa a rotatividade dos meus planos confundirem-se com os teus.

Deixa meu coração batendo forte, deixa aquele ataque de riso comigo.

Me deixa ser tua.

Tira essa cara amarrada, esse tênis surrado, essa barba mal feita.

Tira do peito a expectativa, das costas essas asas e do caminho tuas pedras.

Tira poesia de nossas brigas, tira as palavras da minha boca, tira os olhos de outra moça.

Tira o desespero da rotina, tira a viagem do papel, tira minha bagunça da tua.

Me tira nua.

Fica vermelho de raiva, fica até ser minha metade, fica do meu lado.

Fica feliz com minhas vitórias, fica preso em meu abraço, fica por mais um pedaço.

Fica até tarde em noite chuvosa, fica preguiçoso em dia bonito, fica sorrindo por tempo infinito.

Fica nervoso com nossos planos, fica ansioso em nossos anos.

Fica sorrateiro na minha rotina, fica e despedaça minha vida,

Só fica comigo, mas não fica na tua.

Deus que me livre de um gostar assim.

tumblr_mai6j7S5sG1rgimhdo1_500Nunca fui uma mulher louca. Quer dizer, não para relacionamentos, na verdade. Talvez nos demais quesitos eu não possa ter tanta convicção. Acontece que a minha adolescência, se falarmos somente dos derradeiros amores – na maioria platônicos, começando pelo Leonardo Dicaprio em Titanic, passando pelos Hanson e o vocalista do The Calling cujo o nome eu  nunca aprendi – foi bastante tranquila, por incrível que pareça. Aliás, foi também nessa época que eu tomei como verdade absoluta que não sofre por amor quem sofre por dinheiro. Que sorte a minha ter sido pobre, então; isso conservou meu humilde coração batendo. Infelizmente, não posso dizer o mesmo sobre o gerente do meu banco. Nem tudo é perfeito, meu bem.

Mas eu aposto como, sem pensar demais, você consegue citar pelo menos três amigas suas que fizeram coisas inimagináveis enquanto estavam apaixonadas. Eu consigo. E observe como eu uso a palavra “estavam” porque ainda acredito que não seja cabível agir assim na nossa idade. Esta idade, sabe? Dos vinte e poucos anos regada a toda ilusão (ou desilusão, no caso) matrimonial e financeira.

Às vezes, me pergunto quando foi que nos tornamos refém nessa coisa de relacionamento. Porque se sempre foi o papel da mulher se fazer de coitadinha, eu era distraída e, não, vítima. Agora, confesso, que se tornou mais difícil aceitar. Tudo isso. Quero dizer: o machismo exacerbado, os favores obrigatórios, o falatório cobiçado. Se antes eu já não entendia porque se esforçar tanto pra fazer alguém gostar de você – só porque você gostava dele –  em um mundo perfeitamente cor de rosa em que os problemas não passavam da porta do colégio para fora, hoje não entendo porque isso me seria o suficiente, já que aprendi que relacionamento perfeito existe nos quatro cantos da Terra. Pena que ela é redonda.

A ciência explica a química que acontece quando a gente se apaixona. Existe, de fato, uma lógica pra suas reações e a intensidade do sentimento. Mas o que pode ser tão recompensador por trás disso? Do que adianta estar com quem você ama e não ser correspondida? Do que adianta limitar sua felicidade à lembrança dos pequenos momentos bons quando a maior parte deles – em que estão juntos – lhe causa angustia? Aquele que não aprendeu a se doar também nunca amou de verdade, mas o único amor que não se cede é o próprio.  

Sabe, já pensei bastante sobre isso e nunca encontrei uma resposta. Acho que, na verdade, eu sou uma tremenda egoísta. Tenho mania de me valorizar, me pôr a frente dos outros. Calcular altos e baixos, prós e contras. Inclusive, faço listinhas pra não esquece-los. Principalmente, os contras. O que é, de certa forma, uma gesto pacífico de rancor, por assim dizer. Mas, em geral, não me queixo. Tenho muito menos a reclamar nesse assunto do que a maioria das meninas que eu conheço.

Insisto em pensar que amor não é assim. Não é destrutivo, não é unilateral. E que é consolo de menina mimada pensar que um relacionamento para viver em paz primeiro tem que sobreviver ao conflito. Não sei, talvez eu esteja mesmo enganada, mas se não para te fazer alguém melhor, pra te fazer reconhecer seus erros, moldar suas falhas e acreditar em recomeços, qual seria o sentido de escolher dentre 7 bilhões de pessoas aquela com quem compartilhar uma vida (não sua, nem dela, mas uma feita para os dois)?

Se nem sequer somos mais os mesmos daquele tempo em que acreditávamos ter todo o tempo ao nosso favor, onde podemos guardar a certeza desse sentimento? Por isso que o amor é paciente, benevolente. Não se mede na intensidade de um instante, nas palavras ditas em seu auge, nem nas promessas ao pé do ouvido. Pode vir a primeira vista, mas só pode se fortalecer com o tempo. E qualquer pessoa está sujeita a se apaixonar, mesmo que não seja uma pela outra. Então, não adianta bancar “o destino”. Aja como gostariam que fosse com você, e torça pra que seu coração reconheça que quando o amor lhe trouxer paz é verdadeiro.

 

p.s: Título meramente ilustrativo.