Eu não vou voltar.

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Eu já fui você. Já senti esse buraco no peito, já acordei no meio da madrugada sem conseguir respirar direito, já me senti tão sufocada por essa dor que pensei que desistiria do amor. Eu sei exatamente como é, a gente nega para o maior número de pessoas possíveis, mas ainda há indiretas no Twitter, ainda há aquelas músicas que fazem você lembrar de tudo e se perguntar: onde foi que eu errei?

Acredite, infelizmente eu já estive no seu lugar. Sei muito bem como é procurar em outras pessoas a sensação de borboletas no estômago, e ver que elas nunca chegarão aos pés de quem foi embora. E quando chega a noite parece que nosso peito não vai aguentar. É um peso mais forte do que você pode carregar e não há lágrimas suficientes. Nosso pensamento fica girando, e as lembranças trazem tudo aquilo que mais queremos esquecer.

Eu já fui você. Já fui a abandonada que esqueceu o amor próprio e rastejava ao seus pés. Já fui a quem escrevia textos e fazia de tudo para chamar a sua atenção. Já fui a quem tentava fazer ciúmes pra você de todas as maneiras possíveis. Já senti essa sensação de vazio que você está sentindo agora.

Mas depois de tanto chorar, tanto sofrer e de perder muito tempo me lamentando, a fase da mágoa passou. E foi aí que eu me libertei de você. E calma, uma hora tudo isso aí que cê tá sentindo vai passar, mas primeiro vai doer. Desculpa, eu realmente não queria que você passasse por tudo que me fez passar. Mas o mundo gira incansavelmente, e a lei é clara: tudo que vai, volta.

Não te desejo mal algum não, e quando você encontrar um novo amor, a sua mágoa vai passar. Aí você vai superar e conseguir falar de mim com a mesma naturalidade com que falo de você agora. Eu já fui você. Já senti toda essa dor, já desacreditei da vida e das pessoas. Eu tentei até onde deu. Amei você da maior maneira que já vi alguém amar, me entreguei de cabeça em uma relação que só existia na minha cabeça.

Eu já fui você. Fiquei até aonde deu. E depois fui embora. Despedidas não são legais, então, lembra que eu já passei por isso, e sobrevivi. Você também vai. Talvez algumas cicatrizes fiquem, e você entenda porque eu tenho tantas tatuagens…

COLABORADORA
Vitória, mas prefere ser chamada de Vit. Tem 19 anos. Estudante de teatro e massoterapia, sempre foi apaixonada pela língua portuguesa, e encontrou na escrita uma forma de se libertar. Vive buscando o equilíbrio e acredita que os sonhos nunca morrem. Sempre quis que alguém lhe admirasse por algo que escreveu. Blog | Twitter | Instagram
 

Vídeo novo – A vaca foi pro brejo

Devaneios sobre a época das vacas gordas e das vacas magras nos relacionamentos, porque a grama do vizinho é sempre mais verdinha. :)

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Pare de usar a idade como desculpa. 

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“Ele é muito mais maduro do que muito cara mais velho que eu já fiquei”, quando ela me disse isso recuei com todas as pedras a postos de serem lançadas sobre aquele pseudo-relacionamento. Não que eu tenha acreditado, mas honestamente, essa era uma batalha perdida. Se ela acreditava nessa maturidade atemporal em que a idade não representava um agregador de experiências, então, eu nada podia fazer quanto a isso. Disse o que sempre acabo por dizer nessas situações “Não se pode pular fases. Eventualmente, qualquer pessoa vai agir conforme a idade que tem”. Dessa vez, foi ela que não acreditou em mim.

Não a culpo. A gente sempre crer que com a gente vai ser diferente, que encontramos o dito cujo que vai dar sossego ao coração, que cruzamos a bendita linha de chegada. No fundo, a gente sempre tem esperança e, às vezes, sem mesmo se dar conta se deixa levar por ela. Mas, uma coisa é certa: quando você vir um relacionamento muito longo que começou ainda na adolescência, não foi a maturidade que lhes mantéu juntos, e sim, a persistência. Pessoas mudam constantemente. Ora porque sofreram demais, ora porque aprenderam o bastante. Mas sempre mudam e, às vezes, se contradizem. No entanto, estar ao lado de alguém é também saber perdoar todo erro arrependido, compreendido. Estar ao lado de alguém é se tornar adaptável, tomar a forma do outro sem perder sua própria essência.

Na verdade, ninguém está isento disso, independentemente da idade que tenha. Você pode ensinar alguém a ser educado, a ser responsável, a ficar de pé mesmo quando perder o chão, a manter a cabeça erguida mesmo depois de ter seu mundo soterrado. Mas a ser maduro? Não, isso não. Maturidade é consequência e cada um tem sua própria forma de se encarar no espelho. Nem todo mundo gosta do que vê, nem todo mundo vê a si mesmo como realmente é. Às vezes, por querer bem demais a alguém o privamos de seu verdadeiro aprendizado, aquele em que ele teria que catar seus casos um a um, se reconstruir e se fazer inteiro ainda que composto por milhares de pedacinhos. De certa forma, cada um representaria uma parte sua que foi recuperada. E merecida. E como fazer alguém entender o valor que tem suas escolhas sem lhe dar tempo?

Sempre fui cética quanto a relacionamentos em que há uma certa diferença de idade, mas não pelos números em si, mas por representarem fases distintas. Que podem dar certo, eu não tenho dúvidas, mas a pergunta é: a custo de que dariam certo? Os dois tem que ceder, embora inevitavelmente um dos dois tenha que ceder mais. Uma relação equilibrada é quando cada um sabe a sua parte e faz, ao invés de ficar esperando que todo ato de romantismo seja consequência, e não, causa. A gente precisa de quem se doe por nós, é claro, mas a gente precisa se entregar de mãos lavadas a alguém com a certeza de que faz tudo que pode. Então, se você começa um namoro se achando na vantagem, já começou errado. No amor ninguém perde, mas apanha, e eventualmente, aprende. Se não por essa experiência, do que valeria a maturidade sem amar a ninguém?

Por fim, eu disse a minha amiga que tentasse, é claro. Não incentivo a ninguém a viver com o peso do “e se eu tivesse” nas costas. Tem que tentar, e tem que ser pra valer. Se estiver com medo de sofrer, nem perca seu tempo; amor é para os corajosos. Entretanto, também disse que tivesse paciência, não podemos impor o nosso tempo de aprendizado a ninguém. Disse que exercitasse a tolerância, estar com alguém mais novo é ter ciência de que ele, provavelmente, ainda não viveu na prática o que discursa tão bem na teoria. Disse a ela que, sobretudo, não repetisse as mesmas atitudes de quando tinha a idade dele pra se igualar – ou se justificar. Ela teve tempo para aprender com suas falhas, o melhor que pode fazer é ensiná-lo o mesmo. Disse também que amor é simplesmente incentivo, e ainda por cima, atemporal. O que a gente realmente procura é quem nos estimule a arriscar. A maturidade vem com o tempo, com a soma das experiências, mas o amor, não. Ele vence o tempo para fazer do “pra sempre” uma rotina.

 

O amor não é pontual. Aliás, não deve ser. 

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“Cê acha que já chegou na parte boa da sua vida? ”

“Não. ”, ele nem pensou para me responder. Mas o engraçado é que não foi uma resposta amargurada, frustrada, com aquela saturada rispidez de quem esconde muito do que já passou. Foi um “não” cansado, derrotado. Como quem pergunta para si mesmo: o que eu estou fazendo de errado?

Era relativamente alto, relativamente bem-sucedido e relativamente feliz. Na média. Uma vida comum. Mas a essa altura, já tendo conquistado boa parte de suas ambições juvenis, viajado para lugares incríveis e tirado o melhor proveito de seus atributos físicos, ainda assim, não se sentia completo. Já havia me confessado que seu maior sonho era ser pai, ter uma família. Tudo conforme manda o figurino, afinal, tinha seguido esse script por toda sua vida e não sabia em que momento entrara nessa disputa férrea contra o tempo.

Já cheguei a pensar que esse medo pertinente de envelhecer sozinho fosse exclusividade das mulheres, depois entendi que não tem nada a ver com gênero ou orientação sexual, e sim, com maturidade emocional. Digo isso porque na adolescência fui o ombro-amigo de diversos corações partidos, quase todos pelos mesmo motivos: traição, falta de respeito, ciúmes. E à medida que fomos crescendo, os relacionamentos passaram a acabar por desgaste. Quem quer todas suas tentativas de acerto, conversas construtivas, desapegos e autoconfiança resumidos em apenas desgaste? Me parece pouco demais diante de tudo já vivido. Mas quando se esgotam as possibilidades de dar certo com alguém a longo prazo e você decide abraçar a derrota pra encontrar alguma paz de espírito, se torna até confortável aceitar que o relacionamento perdeu a elasticidade e não tinha mais como se expandir.

Então, de certa forma, ele não tinha medo de atitudes que lhe surpreenderiam, nem de brigas que o deixariam acordado por noites a fio. Ele tinha medo de não sentir mais nada, de não encontrar por quem valesse a pena complicar sua vida. Imagino que enquanto você tem um leque de opções – mesmo que superficiais – pra não se sentir sozinho, você não enxerga o peso que suas decisões tem sob seu caminho. Descarta alguém por não ter o estereótipo adequado, o sotaque que lhe agrada, um emprego de respaldo. Às vezes, descarta alguém por meramente não cumprir qualquer um dos seus pré-requisitos como se fossem guardanapos gastos. Não dói na gente tanto assim. Quer dizer, não dói tanto quanto ser descartada por alguém que não viu potencial em nós. Mas, no fundo, ninguém tem culpa por não se envolver mesmo com quem parece merecer.

Para o meu parâmetro de felicidade, ele tem tudo. Menos alguém. E, honestamente, para mim, se relacionar nunca foi uma prioridade, mas uma consequência, ou melhor, uma recompensa por suas atitudes, por se sentir bem consigo mesmo, por suas conquistas. Mesmo sem provas, eu acredito nesse placar imaginário de acertos. Quanto mais você progride, mais o universo lhe recompensa. E um relacionamento saudável se faz de diversas partes individuais que atuam em conjunto, por exemplo, você ser focado em aptidões ou estudos ou trabalho. Do contrário, se toda sua vida se centralizar em uma pessoa, você acaba por saturá-la com suas inseguranças ou simplesmente com um eventual mal humor. Pessoas precisam ser livres, mesmo quando acompanhadas e lutar por suas próprias ambições, além daqueles que constroem a dois.

Ele sabe o que quer agora. Uma maturidade que só se conquista com o tempo, um punhado de decepções e o declínio da esperança de que almas gêmeas existem. Ele vai encontrar, sei disso porque ele quer isso. Porque ele parou de dar ouvidos ao que as pessoas acham que devia fazer, parou de se preocupar em jogar nas redes sociais e passou a fazer aquilo que tinha vontade, mesmo que uma vozinha no fundo lhe gritasse para ter orgulho. Se tem uma coisa que ele não precisa ter, é orgulho. Sei disso porque ele se esforça pra isso. O mesmo esforço que antes tantas outras garotas o imploraram para fazê-lo e ele se recusou veementemente. Achava que tinha todo o tempo do mundo, achava que tinha o mundo todo a seu tempo.

O amor não é pontual, ele sabe disso agora. O esperou entre tantos desencontros casuais que enrijeceu suas convicções a procura de alguém flexível. O que ele talvez não saiba é que o amor é generoso, e se expande a cada vez que você se permite doá-lo. Quanto mais você dá, mais você tem. E, isso sim, não tem idade certa para acontecer. Logo, cada pessoa tem seu próprio relógio biológico do qual nunca tomamos conhecimento. Mas com o qual lutamos, às vezes por anos, na esperança de fazê-lo parar ao nosso comando. Acontece que saber o que a gente realmente quer é a liberdade no ponto mais alto da alma. Tem muito a ver com o tempo que decidimos investir, e não com a insistência de vê-lo passar confortavelmente confiante no destino ou, sei lá, em um milagre. Maturidade emocional é quando nos tornamos inteiramente responsáveis por nossa felicidade. É quando a gente entende que o amor não deve ser pontual, e sim, um estado de espírito constante.

Vídeo novo – Não meta sua colher

Inspirado na história de uma leitora que não sabe o que fazer quando se encontra na sinuca de bico entre arriscar perder uma amizade e se meter no relacionamento alheio. A verdade é que cada um tem a quem merece, então…

Assistam o vídeo!

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Por quase não foi amor.

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Eu tinha a quem culpar – um privilégio que nem todas alcançam. Mas, assim como tantas outras, ainda estava na linha do quase. Eu era a quase namorada. Logo eu que sempre fui verão em dias frios, a gargalhada constrangedora no silêncio, era agora pura inércia à espera de um eminente empurrão. Mas a culpa era dela, não minha. Quero dizer, sempre que estávamos bem, ela surgia com algum apelo inexplicável e ele cedia. E eu não disfarçava o incômodo da interferência, nem a exposição da minha carência quando ele pedia para que eu não me afastasse. No fundo, essa era a parte boa: ouvir que se ele voltava por mim era amor, mas por ela era pena. Mesmo que nada justificasse essa diferença.

Eu queria ser a protagonista do romance que criei pra dar vida a mais um dilema, e no entanto, sempre tinha meu brilho ofuscado por uma representante de quinta do seu passado. Mal podia acreditar na audácia que ela tinha de vir à tona. Minha vontade era de lhe dizer que ela teve sua chance, que não tinha o direito de tentar me roubar a cena. Ela não sabe por quanto tempo ensaiei tantas dores para que enfim pudesse sossegar na hipótese de um amor tranquilo. Sua insistência em se fazer uma concorrência me invadia em um misto de admiração e repulsa; ela tinha que aceitar que era passado, e eu o futuro dele.

Eu estava convicta de que se ela não existisse, já teria sido contemplada com a exatidão da nomenclatura. E por causa disso demorei a perceber que ela era só um pretexto. Era ele que não assumia as responsabilidades do presente. Era ele que, possivelmente, tinha um medo danado de se envolver novamente e usava a suposta consideração que tinha por ela – e que lhe fazia estar à postos a qualquer sinal de desapego – para adiar a decisão de seguir em frente. Era ele que nutria um sentimento munido apenas de boas memórias ao invés de enterrá-lo. Ou era ele que, simplesmente, ainda gostava dela e tentava esquecê-la comigo. Mas se ele queria estar com ela, por que dizia que me amava? Ou pior, se ele queria estar comigo, por que ainda estava disponível pra ela?

Ledo engano acreditar que se não demos motivos para o fim, isso significa um começo. Descobri que todo “quase” tem uma razão para permanecer do hiato do compromisso: ser exemplar com alguém é uma questão de caráter, e não uma fórmula incontestável para um relacionamento dar certo. Às vezes, a gente se esquece que amor não se trata da gente, mas de tudo que a gente emana, progride, cuida. Por mais que estivéssemos apaixonados, ainda assim, isso era quase tudo. Quase. Mas não o suficiente.

Então, eu tinha a quem culpar: ele. Que não foi homem suficiente pra terminar um relacionamento sem deixar um rastro de esperança ou que não foi homem o bastante para tentar consertar uma relação e abraçar a possibilidade que, se lá na frente não der certo, pelo menos ele tentou. Ele que havia me colocado na geladeira enquanto decidia se valia a pena ou não desistir da ex para namorar comigo. Ele que nos fez de fantoche em seu show de drama. De maneira alguma eu me daria o trabalho de tentar eliminar a concorrência, de passar a perna nela. Eu queria ser escolhida por vontade própria, por amor, e não, por falta de opção. Por isso, honestamente, eu não pude fazer nada. Deixei-o livre e, de quebra, também me livrei da pressão de pensar que havia algo de errado comigo. Enquanto houvesse respeito, eu poderia ser tolerante. Enquanto houvesse respeito, eu não estaria submissa.

Quando a gente se envolve com alguém tende a pensar que tudo sobre ele nos pertence: a família, os amigos, e principalmente, o passado. Mas não é assim que funciona. Todo mundo traz uma bagagem de decepções, traumas e expectativas, e cada qual sabe o peso que ela tem. Uns sucumbem a dificuldade de arrastá-la diante do tempo e decidem por dividi-la, já outros, aceitam o fardo de suas escolhas e tentam carrega-las a punho. E quando pedimos que alguém se desfaça se suas cargas por nós é como se disséssemos que não toleramos a quem tenha se tornado. Somos egoístas, mas sobretudo, somos mera consequência do acúmulo de nossas atitudes. Não temos páginas em brancos, e nosso cronômetro não começa do zero. Aliás, na maior parte do tempo, nos sentimos atrasados para sermos felizes. Algumas vezes, só nos resta aceitar a nossa incapacidade de controle. Em outras, só nos resta torcer para que sejamos suficientes para alguém. Se somos inteiros não merecemos ser tratados como o “quase” ou, tampouco, a metade de ninguém.

Vídeo novo – Eu, você e minha ex.

O vídeo está um pouco confuso, mas o que importa é a intenção do meu amor por vocês. No fundo, no fundo, sempre tem um tanto de verdade, né? hahaha

Aceita que dói menos. :)

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